O rompimento de uma adutora da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), no meio da semana passada afetou vários moradores de Guarulhos. O caso foi o pretexto para vereadores reforçarem seu descontentamento com a companhia na cidade.
Declarações em série foram proferidas na sessão da Câmara Municipal de segunda-feira (1º). Em comum, críticas pela demora no retorno do abastecimento e a qualidade da água que chega às torneiras deram a tônica dos pronunciamentos.
Edmilson Souza (PSOL) ressaltou o fato de muitos dos bairros atingidos demorarem entre três e quatro dias para a retomada normal do fornecimento. O atraso para a resolução de situações adversas o fez comparar a Sabesp em Guarulhos com a empresa Enel, na cidade de São Paulo, famosa pelas queixas em série e ocorrências de queda de energia elétrica na capital.
Um discurso mais enfático foi proferido por Fernanda Curti (PT). A vereadora aproveitou o ocorrido para questionar o fato de o prefeito Lucas Sanches (PL) não possuir um plano alternativo em casos similares.
Na tribuna, ela também lançou dúvidas sobre a qualidade da água que vai para inúmeras residências e enfatizou que a interrupção forçada prejudicou o funcionamento de escolas e creches.
Por sua vez, Janete Pietá (Rede) relembrou as obras em série que as terceirizadas vêm ainda realizando por toda a cidade, trazendo transtornos a moradores e motoristas.
Ao Jornal Impresso Brasil (JIB), Janete propôs uma reorganização da antiga equipe técnica da Sabesp, que conhecia as reais demandas dos consumidores no município guarulhense.
O outro lado:
Comunicada sobre o caso, pela reportagem, a Sabesp informa que o abastecimento em Guarulhos foi totalmente normalizado na área afetada pelo vazamento na adutora durante a execução de uma obra de ampliação do sistema de tratamento de esgoto, no município.
A Sabesp pede desculpas pelos transtornos e permanece à disposição pelos canais de atendimento aos consumidores: 0800 055 0195, WhatsApp (11) 3388-8000 e Agência Virtual em www.sabesp.com.br.