28 de fevereiro de 2024 13:14

Suzano virou caso epidemiológico grave por causa do avanço da Dengue

O surto do mosquito transmissor de doenças que podem matar, vem lotando os aparelhos públicos da cidade. Equipes trabalham contra o tempo para diminuir o prejuízo na saúde de Suzano  Foto: Impresso Brasil

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De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a alta de casos de dengue é comum no início de cada ano, com pico em março, já a explosão da doença, em janeiro de fato, contudo, foi praticamente prevista pela agência, que deveriam ocorrer precauções de conscientização da população e campanhas publicitárias.

Em janeiro do ano passado, a OMS emitiu o alerta sobre “ameaça pandêmica” da dengue, porém, parece que a cidade de Suzano não foi avisada.

 Com dados do Ministério da Saúde (MS), a alta nos casos do mosquito Aedes aegypti, que transmite a doença por meio de picada do mosquito da dengue na região do Alto Tietê, subiu mais de 100% dos casos neste início de ano.

A cidade que mais viu e vê o surto foi Suzano, com 209 casos prováveis, segundo o Ministério da Saúde. Para se ter uma ideia, no ano passado, foram nos 12 meses, 511 ocorrências.

Neste ano, só em janeiro, já tem quase a metade da doença.

Culpados:
A piora tem como causa a mudança climática, urbanização crescente e aumento de circulação de pessoas, além do desmatamento e saneamento precário que também elevam as taxas de contaminação. Algumas medidas deveriam ter sido tomadas, como campanhas de conscientização, vigilância de habitações, incremento logístico e de pessoal nas redes de atendimento, distribuição de vacinas, além de campanhas publicitárias.

Sobre a vacina, o erro vem também do governo federal que num ato irresponsável, falhou na aquisição do produto, mesmo com o alerta da OMS na aquisição do imunizante japonês Qdenga.

Informação:
A reportagem do Jornal Impresso Brasil (JIB) encaminhou pedido de informação para a Assessoria de Imprensa da prefeitura suzanense para que respondesse sobre os motivos deste surto e quais as medidas que estão sendo tomadas, porém, até o fechamento desta edição, com deadline (prazo) às 15 horas, não houve respostas. No entanto, na quarta-feira, dia 31 de janeiro, um informativo tinha sido encaminhado para a imprensa constando as ações que estão sendo realizadas pela Secretaria Municipal de Saúde, comandada por Pedro Ishi, atual secretário da pasta de Saúde.

Ações tardias:
No material, a administração pública dizia que vem realizando ações para combater o mosquito transmissor.

Com o objetivo de combater efetivamente a disseminação do mosquito, a Secretaria de Saúde de Suzano fechou uma parceria com a empresa de biotecnologia avançada Oxitec, por meio da Prime Soluções Ambientais, para a implantação do projeto ‘Aedes do Bem’, em 30 pontos do município. Trata-se de um estudo da Universidade de Oxford, no Reino Unido, que tem como premissa reduzir consideravelmente na cidade, a quantidade de mosquitos fêmeas que transmitem doenças como Dengue, Zika, Chikungunya e Febre Amarela, utilizando mosquitos machos modificados geneticamente”, relatou.

A municipalidade ainda revela que vem trabalhando contra o surto na cidade e que equipes estão circulando com carros de nebulização por bairros das regiões norte e central.

O serviço conduzido pela pasta de Saúde tem o objetivo de diminuir o impacto da doença, minimizando o número alto de transmissões no município. A reportagem questionou também sobre as peças publicitárias que foram ou deveriam ser realizadas em 2023, tendo em vista o alerta que a OMS fez sobre o alto índice de proliferação do mosquito que poderia acontecer nesse início de ano. Não houve resposta da prefeitura.

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