19 de junho de 2024 13:31

PL de Valdemar faz acordos arriscados em três grandes cidades e perde feio para o PSD

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Uma das maiores legendas do país no número de deputados federais, senadores, deputados estaduais, prefeitos e vereadores. Só no Congresso são 96 federais, números que já chegaram a 99 até poucos dias atrás. Senadores são 12, ficando atrás apenas do PSD, com 15 representantes.

Mesmo diante desse império humano de autoridades, o Partido Liberal (PL), comandado pelo ex-deputado federal Valdemar Costa Neto, o Boy, vem mantendo o hábito de negociar mal.
Pelo menos em três grandes cidades do Estado de São Paulo, onde a sigla quer dobrar o número de prefeitos, sendo que hoje já são 56 administradores. Em 2020, foram eleitos 41. Esse aumento foi em consequência da falência do PSDB, querem agora pelo menos chegar aos 100 chefes do executivo paulista.

Para influenciadores, o partido de Valdemar erra na forma de escolha e apoio de alguns nomes. Vamos elencar três grandes cidades: a primeira, a Capital Paulista. O partido decidiu apoiar o atual prefeito Ricardo Nunes (MDB), que ainda não conseguiu decolar nas pesquisas.

Segundo as opiniões de influenciadores, trata-se de um erro gigantesco, tendo em vista nomes como do deputado federal Ricardo Sales que seria a opção dos bolsonaristas na cidade de São Paulo. “O PL só optou pelo apoio ao Nunes por causa do marqueteiro do Valdemar, o Duda Lima, que hoje trabalha com o prefeito, porém, nada mudou e o opositor, o também deputado federal Guilherme Boulos (Psol), vai nadando de braçada, cada dia aumentando um ponto nas pesquisas”, opinam os influenciadores de plantão.

 A maioria deles (especialistas) acredita que Ricardo Nunes vai perder de “lavada” em São Paulo por causa da falta de entendimento político envolvendo a sigla liberal e permitindo que o marqueteiro Duda Lima esteja à frente das negociações.

Outra grande cidade que o PL mantém os olhos fixos é em Guarulhos. Lá, o apoio é para o vereador Lucas Sanches (PP), que cogita fazer a mudança de sigla para o PL no mês de março, quando abrem as janelas. Sanches foi membro do MBL (Movimento Brasil Livre), e nas eleições de 2022, ele teria feito um vídeo com uma camisa do MBL com a frase: “Em primeiro lugar, fora Bolsonaro!”. Isso fez com que pessoas ligadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro se manifestassem a respeito desse apoio que começa a estremecer.

E por fim, outro grande município que o PL pode se complicar é em Mogi das Cruzes. Os comentários são de que a sigla irá trazer Mara Bertaiolli, esposa do ex-deputado federal Marco Bertaiolli, hoje, atual conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-SP), para concorrer ao cargo majoritário ao lado do ex-secretário municipal de Saúde, Marcello Cusatis, o Téo.

A notícia, que ainda não é oficial, apenas burburinhos de bastidores, desagrada membros do partido na cidade. Em conversa com o editor do Jornal Impresso Brasil (JIB), jornalista Nelson Camargo, revelaram insatisfação pelo nome da ex-primeira-dama. Também disseram que o PL vem fortalecendo muito o PSD do Bertaiolli, mesmo afastado, ainda mantém o poder sobre a sigla na cidade e na região e fortalece o secretário de Governo no Estado, Gilberto Kassab.
Vale lembrar que o PSD, de Kassab, ganha notoriedade com a inexperiência do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) que vem permitindo que seu subordinado mande mais do que o acordado.

Os famosos influenciadores revelam que a gestão de Tarcísio vai mal justamente por causa do Kassab. Ele vem se aproveitando da chefia no governo para fortalecer seu partido político e com isso, avança em cima das outras siglas, como é o caso do PL que vem se tornando uma espécie de trampolim para o crescimento do PSD que passou em 2020 dos 66 prefeitos eleitos para 329 gestores só no Estado de São Paulo. Se tornou a maior legenda estadual, um salto em distância que merece análise no Livro do Guinness.

Sobre a escolha em Mogi, caso o PL insista em Mara Bertaiolli e Téo Cusatis, a entrega será inevitável para que um dos concorrentes seja o vitorioso. “Tem muita gente achando que o PL é o partido fudidão, que entra e ganha, etc. Mas, na verdade, não é nada disso. A cada eleição, existe uma disputa. O PL apoiou o Marcus Melo, mesmo com a máquina nas mãos e perdeu, agora, vai se repetir. Não acredite que eles serão o bam-bam-bam. Eles só têm essa força e dinheiro, graças ao Bolsonaro que conseguiu fazer o partido se tornar um dos maiores no Brasil e garantiu dinheiro do fundo partidário”, lembrou um vereador que gentilmente pediu anonimato na opinião, durante conversa com o jornalista.

A reportagem tentou contato com a assessoria de imprensa do PL, mas ela disse que é só em Brasília. Mesmo com alguns contatos, não foi possível, até o fechamento desta edição, contatar algum responsável que pudesse falar com a imprensa. 

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