A Justiça determinou, nesta quarta-feira (20) , o afastamento de três médicos investigados por complicações em cirurgias oftalmológicas realizadas em Salvador. Pelo menos 13 pessoas perderam a visão entre fevereiro e abril, após participarem de um mutirão de catarata.
O mutirão aconteceu em fevereiro na clínica Clivan, uma unidade particular da capital baiana. As cirurgias foram feitas de forma gratuita para os pacientes, pois o local atende pelo Sistema Único de Saúde (SUS) .
Investigações
A polícia apura indícios dos crimes. Após as denúncias, a clínica foi interditada no dia 2 de março.
O que diz a clínica
Na época, a equipe da unidade informou, por meio de nota, que todos os protocolos clínicos, técnicos e de biossegurança foram rigorosamente seguidos no mutirão. A clínica afirmou que realiza mais de 8 mil cirurgias por ano.
Os pacientes que apresentaram complicações passaram a ser acompanhados no Hospital Geral do Estado (HGE) e no Hospital Santa Luzia.
Medidas judiciais
Nesta quarta-feira (20), além do afastamento dos médicos, foram cumpridos mandados de busca e apreensão na clínica.
Material apreendido:
Livro de cirurgias
Guias de solicitação de internação
Livro de registro de esterilização (CME)
Livro de registro de ocorrências
5 computadores, 1 tablet, 1 pendrive
Receitas e notas fiscais
O material foi encaminhado ao Departamento de Polícia Técnica (DPT) para perícia.
Por meio de nota, o Cremeb informou que tramitam no Tribunal de Ética Médica:
O órgão ressaltou que os processos ocorrem sob sigilo processual, em respeito ao direito de defesa e ao contraditório.