A descoberta de irmãs biológicas separadas na adoção transformou uma amizade que começou na adolescência. Meena Geltink, de 43 anos, e Minal Tijssen, de 44, cresceram em famílias diferentes na Holanda sem saber que tinham o mesmo vínculo de origem.
As duas se conheceram ainda jovens, mantiveram contato por um período e passaram anos sem se ver. Décadas depois, um teste de DNA revelou que a pessoa tratada carinhosamente como “sis”, irmã em inglês, era de fato sua irmã biológica.
Irmãs biológicas separadas na adoção se conheceram em 1996
Meena e Minal foram deixadas em orfanatos na Índia quando eram bebês e chegaram separadamente à Holanda para adoção. Elas cresceram em cidades diferentes, a mais de 130 quilômetros uma da outra, e se encontraram em 1996 durante uma reunião voltada a adolescentes adotados. Depois daquele encontro, a amizade continuou por correspondências.
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Nas mensagens, as duas usavam “sis” como brincadeira, sem imaginar que a palavra descrevia a relação entre elas. Após cerca de 15 anos sem contato presencial, Minal fez um teste de DNA em uma plataforma comercial e o resultado apontou Meena como sua irmã. A informação foi confirmada em uma reportagem da emissora holandesa NOS sobre o reencontro, na última quinta-feira, 13 de agosto.
Um reencontro em Den Bosch depois de 15 anos
As irmãs se reencontraram em Den Bosch, na Holanda. Ao falar à NBC News, em relato reproduzido pela People, Meena descreveu o que sentiu ao descobrir a relação: “Durante anos, senti um vazio no coração. Agora, é como se uma peça que faltava no quebra cabeça tivesse sido encontrada”, diz.
Durante a reunião, Meena disse a Minal: “Quando olho para você, é como se eu estivesse em casa”. Minal resumiu a mudança de perspectiva: “Éramos amigas antes de sermos irmãs.” Depois, completou: “Éramos irmãs o tempo todo, mas não sabíamos. Agora é de verdade.”
Meena e Minal mantiveram uma amizade desde a adolescência sem imaginar que compartilhavam um vínculo de sangue. Décadas depois, o teste de DNA confirmou a relação entre as duas.Foto: Asia One News/DivulgaçãoBancos comerciais de DNA têm ajudado pessoas adotadas a procurar parentes biológicos e a investigar suas origens. Os resultados podem aparecer até anos depois da inclusão de um perfil na base, como explica outra reportagem da NOS sobre bancos de DNA.
Holanda mudou a política de adoção internacional
A história das duas irmãs ocorre em meio à decisão dos Países Baixos de encerrar gradualmente as adoções internacionais. O governo holandês suspendeu novos processos em 2024 e estabeleceu um período de transição até o fim de 2030. A medida foi tomada após preocupações com irregularidades no sistema e considera que, sempre que possível, o interesse das crianças é melhor atendido quando elas permanecem em seu país, região ou cultura de origem.
O plano oficial do governo da Holanda prevê uma transição de seis anos. Para Meena e Minal, a busca pela origem trouxe uma resposta inesperada: a amizade que construíram na juventude começou entre duas irmãs que ainda não sabiam disso.