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Má administração de Organizações Sociais de saúde domina debate na Câmara Municipal de Guarulhos

As falhas de certas Organizações Sociais (OS) de saúde foram o tema de maior destaque nos discursos na última sessão ordinária da Câmara Municipal de Guarulhos, ocorrida na segunda-feira (31). Falta de pagamento e a suspeita de problemas nos contratos firmados foram os principais pontos abordados por parlamentares do governo e da oposição.

O primeiro a levantar a questão foi Marcelo Seminaldo (PT), ao denunciar a empresa Nossa Senhora da Vitória, responsável por gerir a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro do Taboão, que não realiza o pagamento do 13º salário e do vale-transporte, além de dever férias por mais de dois meses.

Ele também destacou que a gestora deveria contratar vinte médicos, mas apenas dez atuam na UPA do bairro, apesar dos repasses regulares da prefeitura. Diante de tantos problemas, o petista invocou a comissão da área para chamar a entidade com o intuito de esclarecer o real motivo de tamanho descaso.

Diversas são as OSs que não recolhem o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e não contribuem com a Previdência Social, segundo disse Laércio Sandes (União) que sugeriu aos trabalhadores lesados que entrem com ações judiciais, incluindo contra o município.

De acordo com o Delegado Gustavo Mesquita (Republicanos), o descaso se repete no Hospital Municipal de Urgências (HMU), no Bom Clima, e no Hospital Municipal Pimentas Bonsucesso (HMPB) e culpou parte das OSs pela situação calamitosa da saúde pública guarulhense, desconfiando que algumas delas não passam de empresas de fachada.

Como presidente da Comissão de Higiene e Saúde Pública, Gilvan Passos (Republicanos) disse não duvidar que certos contratos possuam irregularidades e que é preciso analisá-los um por um.

Já para Geraldo Celestino (Mobiliza), o sucateamento teve início no fim do ano passado, quando mais de trezentos médicos foram demitidos e que, por isso, o atual governo faz o que pode para mudar tal cenário negativo.

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