21 de maio de 2024 07:22

Gaeco faz operação no Alto Tietê: dois vereadores presos e câmaras interditadas

Participam da operação 27 promotores, 22 servidores e 200 policiais militares. Foto (Divulgação Baep)

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A terça-feira (16) amanheceu bastante agitada no Alto Tietê, Região Metropolitana do Estado de São Paulo. O Ministério Público (MP-SP), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), e a Polícia Militar deflagraram a Operação Munditia a fim de desarticular um grupo criminoso, associado ao PCC, investigado por inúmeras fraudes em licitação em todo o Estado. As equipes estão dando cumprimento a mandados de busca e apreensão em 42 endereços e a 15 de prisão temporária, todos expedidos pela 5ª Vara Criminal de Guarulhos. As ordens judiciais incluem prisão cautelar de agentes públicos, três deles vereadores de cidades do Alto Tietê e litoral.

Segundo a investigação, empresas atuavam de forma recorrente para frustrar a competição nos processos de contratação de mão de obra terceirizada no Estado, notadamente em diversas prefeituras e Câmaras Municipais. Guarulhos, São Paulo, Ferraz de Vasconcelos, Cubatão, Arujá, Santa Isabel, Poá, Jaguariúna, Guarujá, Sorocaba, Buri, Itatiba e outros municípios têm contratos sob análise.

De acordo com os promotores, havia simulação de concorrência com empresas parceiras ou de um mesmo grupo econômico. Também há indicativos da corrupção sistemática de agentes públicos e políticos (secretários, procuradores, presidentes de Câmara de Vereadores, pregoeiros etc.) e diversos outros delitos – como fraudes documentais e lavagem de dinheiro. As empresas do grupo têm contratos públicos que somam mais de R$ 200 milhões nos últimos anos. Alguns deles atendiam a interesse do PCC, que tinha influência na escolha dos ganhadores de licitações e reparte os valores ilicitamente auferidos. Participam da operação 27 promotores, 22 servidores e 200 policiais militares.

Gaeco faz operação na Câmara de Arujá, sala da presidência interditada (Imagem reprodução)

Envolvidos Entre os presos estão três vereadores: Ricardo Queixão (PSD), de Cubatão, na Câmara desde 2012; Flavio Batista de Souza, o Inha, (Podemos), de Ferraz de Vasconcelos, em seu terceiro mandato; e Luiz Carlos Alves Dias (MDB), de Santa Isabel, que presidiu a Câmara entre 2013 e 2014 e de 2019 a 2020. Os municípios de Poá e Arujá ainda não foram divulgados os nomes de quem poderia estar envolvido. Em Arujá, a sala da presidência foi interditada, porém, não há nenhuma outra informação até o momento. Também há indicativos de corrupção de agentes públicos e políticos, o mesmo ocorre com Poá. Entre eles, secretários e procuradores. Os envolvidos são suspeitos de envolvimento em fraudes documentais e lavagem de dinheiro.

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