Secretário de Defesa, Pete Hegseth, afirmou que “qualquer grupo que trafique drogas ou ameace americanos é um alvo” militar; ofensiva será conduzida pelos Comandos Sul e Norte e contará com cooperação de Panamá, Colômbia e Equador.
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, anunciou nesta quarta-feira (12) que o Pentágono aplicará contra os cartéis de drogas da América Latina as mesmas táticas usadas durante 25 anos contra o ISIS e a Al-Qaeda. A declaração foi feita durante um treinamento de operações na selva no Panamá.
Em sua fala, Hegseth afirmou que “qualquer grupo que trafique drogas ou ameace o povo americano ou nossos parceiros é um alvo” militar, equiparando os cartéis a organizações terroristas. A campanha, segundo ele, abrangerá desde o tráfico de cocaína até o de fentanil, alcançando as áreas de atuação dos cartéis no México. A ofensiva será conduzida de forma conjunta pelo Comando Sul (SOUTHCOM) e pelo Comando Norte (NORTHCOM) dos EUA.
Operações terrestres e cooperação regional
Hegseth afirmou que a estratégia não se limitará a operações marítimas, mas incluirá ações terrestres contra as redes de tráfico. “Estamos trabalhando com o Equador, com a Colômbia e com nossos parceiros para combater essas estruturas”, disse. O secretário também mencionou que a Colômbia “será uma parceira incrível” nessa nova fase.
Sobre a Venezuela, Hegseth afirmou que “as defesas aéreas russas que deveriam proteger Caracas não funcionaram” e que “os guardas cubanos que deveriam proteger Maduro não puderam”, referindo-se à captura do ditador Nicolás Maduro pelas forças americanas. Ele declarou que “a expulsão de cubanos e russos da Venezuela” e “um novo governo na Colômbia” mudaram o cenário regional.
Panamá no centro da estratégia
O secretário concentrou parte do discurso no Panamá, afirmando que os EUA e o governo panamenho assinaram um novo memorando de entendimento para ampliar a colaboração no país. “Temos mais tropas aqui, em cooperação com o Panamá, do que em muito tempo”, afirmou. Ele também descreveu o exercício Panamax como “estratégico para defender o Canal do Panamá”.
Hegseth lembrou que o presidente Donald Trump considera o canal um “enclave decisivo” e declarou: “Os Estados Unidos construíram esse canal e o mantiveram com o suor e o sangue de muitos americanos”. O secretário concluiu dizendo que Washington busca “respeitar a soberania” dos países da região, mas sem deixar de proteger seus próprios interesses.