Os bondes voltarão a circular na capital paulista. Será uma versão do modal chamado de Veículo Leve sobre Trilhos, o VLT, presente em outras cidades do país. Recentemente, a Prefeitura divulgou mais detalhes do projeto, que terá consulta pública para sugestões da população no mês de agosto.
Serão duas linhas batizadas com espécies de árvores nativas do Brasil: Sibipuruna e Jequitibá, com 6 km cada, totalizando 27 estações. As viagens começarão no Largo do Paissandú, percorrendo bairros como o Bom Retiro e o Brás e cartões-postais como o Mercadão e o Theatro Municipal.
A expectativa da Secretaria de Municipal de Urbanismo e Licenciamento é que uma média de 130 mil pessoas por dia usem o VLT paulistano. O valor da tarifa será o mesmo cobrado dos ônibus municipais e haverá integração a cinco terminais de ônibus, duas estações de trem e nove de metrô. A estimativa é que a obra dure três anos e custe cerca de R$ 4 bilhões, sendo 30% bancados por uma empresa que cuidará do serviço por 30 anos.
O VLT, batizado como Bonde de São Paulo, quer se inspirar no modelo semelhante ao do Rio de Janeiro, inaugurado em 2016, como parte das intervenções nas áreas central e portuária visando os Jogos Olímpicos realizados naquele ano.
No caso paulistano, ele quer trazer nova vida a bairros da área central, especialmente da Cracolândia. Outra iniciativa tomada a pouco tempo foi a decisão do governo estadual de transferir a sede administrativa para o histórico Palácio de Campos Elíseos.
Iniciado em 1872, o bonde em São Paulo passou a ser elétrico em 1900. No auge, chegou a ter mais de 700km de linhas. A última viagem aconteceu em 27 de março de 1968, entre a Praça da Sé e o bairro de Santo Amaro.