Demorou para a GM adotar mudanças mais significativas no Tracker, que acaba de chegar às lojas com uma série de novidades na linha 2026. Aproveitando que o SUV da Chevrolet está renovado, lá fomos nós comparará-lo com o líder de vendas do segmento, o Volkswagen T-Cross. Vamos conferir qual dos dois vence essa briga.
VEJA TAMBÉM:
Pois bem, depois de ter andado dia e noite, tanto na cidade quanto na estrada, com o Chevrolet Tracker Premier (R$ 189.590) e com o Volkswagen T-Cross TSi AT (R$ 154.990), ficou clara a superioridade do modelo da marca alemã e as razões pelas quais o SUV é o mais vendido do segmento com boa folga, com 53.554 unidades de janeiro a julho ante 34.217 do GM, o quarto lugar, de acordo com o ranking AUTOO.
Receba notícias quentes sobre carros em seu WhatsApp! Clique no link e siga o Canal do AUTOO.
Ficou claro que o T-Cross merece a vitória neste comparativo por alguns pontos. Primeiro porque é difícil aceitar que uma das versões mais equipadas do Tracker não tenha alguns itens como iluminação nos botões do volante multifuncional, sistema start-stop (que ajuda a economizar combustível), hastes para trocas de marchas sequenciais ( para isso, um comando mal posicionado, na própria alavanca) e freios a disco nas quatro rodas, apenas para citar alguns.
Faltam equipamentos no Tracker
Imagem: Divulgação
Tudo isso já tem no T-Cross, que não só não é mais em conta que a versão Sense. Além disso, o SUV se mostrou tão bem acertado no dia a dia que o motor 1.0 turboflex de 128 cv pareceu render até mais que o 1.2 turboflex de 141 cv do GM por causa das respostas mais lentas e hesitantes do câmbio automático sem as hastes no volante, que no T-Cross ajudam nas ulrapassagens.
A sensação de que o Volkswagen é melhor de dirigir que o GM, apesar de ter um pouco menos de força no motor se reflete nos dados de desempenho. O Tracker pode acelerar de 0 a 100 km/h em 9,7 segundos, ante 10 s do T-Cross, o que é praticamente um empate. A máxima também é bem próxima, com 192 km/h para o Tracker e 190 km/h para o T-Cross.
Com mudanças nos pneus e na calibragem da suspensão o Tracker pode ter ficado mais confortável, mas não transmite a mesma segurança nas curvas e em qualquer sitiuação como o rival da Volkswagen, cuja boa agilidade também se explica por atingir o torque máximo um pouco antes que o GM. São 20,4 kgfm a 2.000 rpm ante 22,9 kgfm a 2.500 rpm do Chevrolet.
Dirigindo à noite, em estrada sem iluminação é que deu para notar que os novos faróis do Tracker que passaram a ficar embutidos no parachoque, não iluminam tão bem não apenas tanto do T-Cross, mas também da versão anterior do GM, sem as mudanças estéticas da linha 2026. O efeito visual das novas luzes diurnas em posição elevada ficou vistoso, mas, na prática, o antigo parece funcionar melhor.

Imagem: Divulgação
Não resta dúvida de que a nova tela de 11 polegadas da central multimídia do Tracker 2026 cai bem e funciona a contento com aceso à internet, mas bem que a GM poderia ter adotado conexão 5G, assim como já existem em outros modelos da marca, como no novo Equinox. E o cluster digital deveria ter alguma diferença em relação ao da Spin.
Outra vantagem do T-Cross TSI AT na comparação com o Tracker Premier fica por conta da economia de combustível. O Volkswagen gasta menos em qualquer situação e tem mais autonomia, com um tanque um pouco maior, de 49 litros ante de 44 l do GM.
De acordo com dados do Inmetro, o modelo da marca alemã pode fazer 12,1 km/l na cidade e 14,5 km/l na estrada, com gasolina, ante 11 km/l e 13,7 km/l do GM, repectivamente. Com etanol, a vantagem do Volkswagen continua, com 8,5 km/l em trechos urbanos e 10,2 km/l em rodoviários, ante 7,6 km/l e 9,7 km/l do Chevrolet.
Na lista de equipamentos, a vantagem do Tracker fica por conta de itens como teto solar panorâmico, retrovisor eletrocrômico, apoio de braco dianteiro, sistema de estacionamento semiautomático, carregador de celular por indução, porta-luvas climatizado, entre outros. Mas a diferença de preço entre os dois chega a R$ 34.600.
Quando for viajar os dois porta-malas não são dos maiores. O do Tracker tem 393 litros e do T-Cross, 373 litros. Porém, a distância entre eixos do Volkswagen é maior, o que o torna mais confortável para os ocupantes do banco traseiro (2,65 m ante 2.57 do GM). E o T-Cross conta com saída de ar para quem vai sentado atrás, o que não é encontrado no Tracker.
Veredicto
O Tracker precisava evoluir mais depois de tanto tempo sem mudanças. As novidades na linha 2026 acabaram não ajudando seu principal rival, o Volkswagen T-Cross, que segue como o SUV mais bem acertado do segmento em vários aspectos.

Imagem: Carlos Guimarães