Cemitérios municipais de São Paulo vivem uma nova realidade após dois anos de concessão. O modelo, que substituiu um sistema marcado por corrupção e infraestrutura precária, garantiu investimentos em modernização, fiscalização mais rigorosa e redução no custo dos pacotes funerários.
Hoje, há um canal direto de denúncias pelo 156, mais transparência na gestão e serviços ampliados para a população.
Desde o início da concessão, o número de agências funerárias passou de 13 para 42, sendo 11 reformadas e as demais novas e equipadas. Entre as melhorias, está a construção de gavetas para substituir os sepultamentos em covas de terra e a revitalização dos cemitérios.
Até 2027, todas as unidades municipais passarão por reformas. Os contratos de concessão preveem R$ 7 bilhões em investimentos ao longo de 25 anos, incluindo obras de acessibilidade e digitalização dos serviços.
Pacotes funerários foram padronizados em cinco categorias, com destaque para o funeral social, que teve redução de 25% no valor em relação a 2019. Para famílias em vulnerabilidade, a gratuidade está garantida em todas as agências.
A fiscalização também foi reforçada. O órgão SP Regula intensificou o controle sobre as concessionárias, aplicando 380 Autos de Infração e 164 multas. A implantação da Guia de Transporte de Cadáveres (GTC) ajudou a coibir a ação de funerárias irregulares.
Além disso, a zeladoria tem sido monitorada, com reforço na limpeza, coleta de entulho e manutenção dos jazigos.
A concessão trouxe avanços significativos, assegurando qualidade e transparência em um setor histórico de desafios. A população agora conta com serviços funerários mais acessíveis, cemitérios revitalizados e uma gestão mais eficiente.