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Polícias de 8 estados fazem mega operação contra abuso sexual infantil

Uma grande operação reúne polícias civis de oito estados no combate à pedofilia e ao abuso sexual de crianças e adolescentes.

São cumpridos 16 mandados, sendo oito de prisão e oito de busca e apreensão, nos estados do Paraná, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, São Paulo, Goiás, Ceará, Pernambuco e no Distrito Federal.

Esta é a terceira fase da Operação Pharos, que investiga uma rede de armazenamento e compartilhamento de material de abuso sexual infantil e juvenil.

A investigação começou após a análise dos dados do celular de um homem preso na primeira fase da operação, em Palmas, no Tocantins.

Foi identificada a troca de imagens de abuso de crianças e adolescentes  por meio do aplicativo de mensagens Telegram.

Após o fornecimento dos dados pela plataforma, a polícia identificou oito indivíduos nos estados alvos da operação desta quarta-feira (24).

O delegado-chefe da Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos da Polícia Civil do Distrito Federal, João Guilherme, detalha a ação.

“Através da análise de vestígios cibernéticos, pôde se elucidar uma rede que funcionava em aplicativo de mensagens, e as polícias civis trabalharam essa rede e pôde-se, então, fazer essa operação nacional. Os investigados podem responder pelos crimes de armazenamento, compartilhamento e transmissão de material de abuso sexual infantil. As penas, se somadas, podem chegar a até 10 anos de reclusão”.

No Distrito Federal, um homem de 22 anos foi preso em casa, na Região Administrativa de Arniqueira. Também foram apreendidos dispositivos digitais.

O delegado João Guilherme explica como a população pode denunciar.

“Caso as pessoas tenham conhecimento de qualquer tipo de situação, seja de armazenamento, de transmissão, de comercialização desse tipo de material, façam a denúncia no 197. A sua identidade fica em absoluto sigilo, Caso não queira fazer a denúncia, faça sua ocorrência ou procure a unidade da polícia civil mais próxima”.

A operação contou com o apoio do Ministério da Justiça e Segurança Pública e com o repasse de informações do governo dos Estados Unidos.

A investigação busca reforçar as ações integradas de proteção à infância e de repressão aos crimes praticados no ambiente digital.


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