23 de abril de 2024 08:42

Bertioga: Em março, Caio terá que dizer quem será o candidato a prefeito

Eleição 2024 - no próximo mês, ele precisa definir quem será o postulante ao cargo, haja vista o tempo de campanha, mesmo da pré Foto: Divulgação

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O prazo que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determina para cada pessoa que deseja se candidatar na eleição municipal deste ano, começa no dia 6 de abril, exatos seis meses para o pleito eleitoral e data-limite para que todas as legendas e federações partidárias obtenham o registro dos estatutos no órgão. 
As convenções partidárias estão agendadas para os dias 20 de julho e 5 de agosto visando deliberar sobre coligações e escolher candidatos. Definidas as candidaturas, as agremiações têm até 15 de agosto para registrar os nomes na Justiça Eleitoral. Lembrando que antes de tudo isso, existe o trabalho dos pré-candidatos, válidos, desde que não tenha seu registro de candidatura formalizado pela Justiça Eleitoral. A legislação eleitoral (art. 36-A da Lei 9.504/97) permite algumas ações dos pré-candidatos, como a menção à candidatura, exaltação de suas qualidades pessoais, concessão de entrevistas, participação em programas, encontros ou debates no rádio, na televisão e na Internet, inclusive podendo expor suas plataformas e projetos políticos, desde que não haja pedido de votos. 

Em Bertioga, ainda existe a dúvida de quem será o candidato que irá representar o grupo político, liderado pelo prefeito Caio Matheus (PSD). 

Dos nomes mais cotados para encabeçar essa disputa estão duas mulheres advogadas: as secretárias municipais: Lucília Goulart Cerqueira Camargo Barbosa (PL), que ocupa a pasta de Desenvolvimento Social, Trabalho e Renda e a também secretária responsável pela pasta da Segurança e Mobilidade, Thalita Maria Walperes Ramos. Os comentários na cidade são cada vez maiores a respeito de qual das duas irá encabeçar a chapa. Chegaram a dizer que as duas poderiam formar o time (prefeita e vice), o que poderia causar sérios riscos, haja vista que especialistas em política, apontam que o lançamento de duas mulheres na mesma chapa, seria suicídio. “Apesar da enorme campanha que se faz para que os partidos políticos tenham cota de gênero, principalmente os 30% femininos, elas ainda não absorveram isso, em quase todas as eleições, partidos políticos são penalizados por não cumprir a cota”, afirmou o advogado especialista em política Manoel Braga. Ele ainda comenta que ter duas mulheres na mesma chapa disputando o cargo majoritário de prefeita e vice, poderá ser um problema no final das contas. “Se você analisar, vai perceber que muitas mulheres, ainda não votam em mulheres. Existe essa desconfiança, por isso, precisa pensar bem, antes de qualquer decisão a respeito de uma disputa eleitoral”, alertou. 

Além das duas mulheres do grupo político do prefeito Caio Matheus, que não poderá concorrer por já ter ocupado o cargo por duas vezes seguidas, ainda surgem as figuras do também secretário municipal de Governo e atual presidente do PSD de Bertioga, Gustavo Ramos Melo e do vice-prefeito Marcelo Heleno Vilares. Por outro lado, ainda se discute um nome do grupo político que representaria a esquerda no município formado pela federação, incluindo o PT, PCdoB, PSB, PSOL, Solidariedade, Rede e PDT. 

O vereador Matheus Rodrigues(PSD), atualmente no mesmo partido que o chefe do Poder Executivo se quiser continuar com a sua pré-candidatura ao cargo majoritário, deverá ou terá que deixar a legenda no próximo mês. Acredita-se que não teria espaço dentro da sigla partidária.  

O prefeito Caio Matheus continua bem avaliado, conforme pesquisas divulgadas em 2023. Isso permite que ele indique o nome que irá concorrer ao cargo de prefeito (a). Caio poderá deixar a prefeitura em dezembro sonhando alto, com uma provável cadeira na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, em 2026.

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