Um palco em Copacabana, no mês de setembro de 2025, reuniu nomes da música, como: Caetano Veloso, Gilberto Gil e Chico Buarque em protesto contra a proposta de anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023 e contra a chamada “PEC da Blindagem”.
Diante de 42 mil pessoas, os artistas defenderam que perdoar crimes ligados a uma tentativa de golpe ameaça a democracia. A cena, porém, expôs uma ironia: muitos deles foram beneficiados pela anistia de 1979, que permitiu o retorno de exilados e encerrou punições da ditadura.
Críticos apontaram hipocrisia e os músicos responderam que os contextos são distintos, pois em 1979, a anistia libertava perseguidos por um regime autoritário, enquanto hoje protegeria acusados de atacar instituições.
O paradoxo reacendeu o debate sobre a memória histórica e o real significado da palavra “anistia” no Brasil, expondo como o mesmo termo pode simbolizar liberdade ou impunidade, a depender do momento político e de quem ocupa o palco da história.