A principal ação de Débora, juíza e profetisa de Israel relatada em Juízes 4 e 5, foi liderar, estrategicamente, a libertação de Israel da opressão do rei cananeu Jabim, unindo o povo e convocando Baraque para a guerra contra o comandante Sísera.
Ao contrário de outros juízes que lutavam diretamente, Débora agiu como líder estratégica. Ela convocou Baraque, ordenou a reunião de 10 mil homens e planejou o contra-ataque que atraiu os carros de ferro de Sísera para uma região pantanosa, resultando na vitória de Israel. Como profetisa, ela comunicou a vontade de Deus a Baraque, garantindo a vitória e profetizando que a honra final da derrota de Sísera não seria dele, mas de uma mulher (Jael).
Ela julgava Israel, sentando-se debaixo de uma tamareira, resolvendo disputas e transmitindo orientações divinas, o que gerou paz no território por 40 anos. Ela ainda foi reconhecida como uma figura materna e protetora, que surgiu em um momento de desespero para motivar o povo a retomar sua fé e coragem. Débora foi a única mulher juíza registrada na Bíblia e sua atuação foi marcada pela coragem e fé em um período em que os homens hesitaram em liderar.
Aí fica a pergunta: qual de vocês mulheres, poderiam agir como Débora? Baraque disse, “só vou para a guerra, se você for conosco”, uma demonstração de que ela estava totalmente coberta pela luz de Deus, o que de fato, aconteceu pós-guerra com a vitória de Israel.