• Home
  • Destaque
  • Prefeitura de Mogi das Cruzes estuda meios para melhorar o centro da cidade e fomentar o comércio local

Prefeitura de Mogi das Cruzes estuda meios para melhorar o centro da cidade e fomentar o comércio local

Ao longo dos anos tem sido notório o quanto o comércio de Mogi das Cruzes tem sofrido com queda, seja nas vendas presenciais, por meio de compras via internet ou por outros centros comerciais. Muitos casos são de preços incompatíveis com outros centros comerciais tornando as mercadorias com preços acima do mercado, por isso, boa parte dos consumidores acaba optando para as cidades de Suzano ou São Paulo.
Ágio:
Levantamento feito pela reportagem do Jornal Impresso Brasil (JIB) entre comerciantes, detectou que em muitos casos de preços de mercadorias estarem com valores acima de outros centros comerciais, se resume aos valores de aluguéis oferecidos pelos proprietários de imóveis amplamente assistidos pelas imobiliárias.
Vilão:
Outro problema enfrentado em Mogi, em especial na área central, seria a quantidade de imóveis para alugar e vender. Muitas pessoas em conversa com a reportagem disseram não entender essa situação. “Não seria melhor baixar o valor do aluguel, ganhar o dinheiro, ainda que seja menor do que ele (proprietário), acha que vale seu imóvel do que deixá-lo fechado?”, questiona Paulo Miranda Santos, comerciante.
O despertar da gestão pública apresenta visão especial para solucionar o caso, haja vista que um prédio alugado com fins comerciais não somente vai impulsionar a economia como também irá gerar empregos, por isso, a gestão pública se movimenta para melhorar o centro.
Revitalização:
A reportagem questionou a prefeitura a respeito da revitalização, mobilidade urbana ou de um plano diretor funcionando como instrumento básico para ordenar o desenvolvimento, expansão e funcionamento urbano.
Também indagamos o Poder Executivo sobre a Lei: “Mogi Mais Viva“, que de viva, não tem nada, haja vista a opinião da maioria dos comerciantes insatisfeita com as regras da lei que  deixou a cidade com olhar frio, triste e feia pelo fato de não poder utilizar de fachadas, outdoors, banners ou letreiros. “Ainda, muita gente entra na sua loja, mediante aquilo que ela vê na fachada ou na propaganda, isso, porém, não pode mais”, lamentou uma comerciante que pediu anonimato.
Sistema viário:
Outro problema que também atrapalha o consumidor é a dificuldade que tem para se conectar à área central. Muitos acabam desistindo e indo para outros centros comerciais devido ao tráfego do sistema viário.
Os exemplos estão em ruas estreitas, boa parte delas apenas sobe sentido Centro Cívico, como as Ruas Barão de Jaceguai e Senador Dantas, muitas das vezes prejudicadas com trânsito sobrecarregado pelas vias Braz Cubas e Professor Flaviano de Melo, além das ruas Dr. Deodato Wertheimer e Dr. Paulo Frontin serem vias fechadas.
A prefeitura explicou as intenções da prefeita Mara Bertaiolli (PL) de buscar soluções para o caso, inclusive, reconhece o problema. “A Prefeitura de Mogi das Cruzes reconhece que o comércio local, assim como ocorre em diversas cidades brasileiras, tem enfrentado desafios decorrentes de mudanças estruturais no comportamento do consumidor, especialmente em razão da expansão do comércio on-line. Neste contexto, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho tem adotado estratégias voltadas ao fortalecimento das centralidades urbanas, incluindo a transferência de serviços públicos para áreas comerciais, com o objetivo de ampliar a circulação de pessoas e, consequentemente, estimular a atividade econômica local”.
Sobre a locação de imóveis, também se manifestou alertando que a pasta do Desenvolvimento tem ciência do aumento da oferta de imóveis comerciais para locação, fenômeno que também está associado às transformações econômicas e às novas dinâmicas de consumo. “Por isso, a administração municipal mantém o diálogo com entidades representativas do comércio e do setor imobiliário, buscando compreender o cenário e contribuir, dentro de suas competências legais, para a melhoria do ambiente de negócios no município”, disse.
Sobre a Lei “Mogi Mais Viva”, criada em 2009, com o visando ordenar o espaço urbano da cidade, com regras para a prática da publicidade, a Secretaria Municipal de Segurança mantém contato constante com a Associação Comercial de Mogi das Cruzes (ACMC), com o Sincomércio e com comerciantes para esclarecer quaisquer dúvidas ou informações necessárias. “O diálogo é determinação prioritária da atual gestão que permanece à disposição dos representantes do comércio para discutir o tema, sempre buscando o melhor para a cidade”, revelou.
Já com relação ao sistema viário, também se posicionou por meio da Secretaria de Mobilidade e Trânsito de Mogi das Cruzes que relatou que realiza o acompanhamento constante do trânsito nas vias de todas as regiões da cidade, com destaque para os principais corredores viários e de transporte coletivo.
Este trabalho é realizado por meio de câmeras de monitoramento e pelo trabalho dos agentes municipais de trânsito, diariamente nas ruas. A pasta também está atenta para melhorias que podem ser adotadas para a melhor fluidez e segurança viária e realiza estudos na malha viária municipal, considerando as normas do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e as características específicas de cada via, como largura, fluxo, tipo de área atendida, entre outros fatores”, concluiu.

VEJA MAIS

Prefeitura de Taubaté

Ontem Taubaté, cidade de origem colonial, começou como um pequeno povoado no interior paulista,…