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Rio Othon Palace comemora 50 anos: a Vitória da Permanência

Sem discursos políticos, sem promessas com frases de efeito, mas com a objetividade que demanda o mundo corporativo e produtivo, a comemoração dos 50 anos do Rio Othon Palace foi perfeita.

Por Paulo Atzingen, do Rio de Janeiro*

As falas do CEO do grupo, Lars Berggren, do diretor comercial e operação, Jorge Chaves e a homenagem aos funcionários mais longevos foram o destaque. A noite foi completa porque os convidados, distribuídos entre agentes de viagens, operadores, executivos do trade e da hotelaria, ainda tiveram de quebra a Bossa Nova do piano de Daniel Jobim, neto de Tom Jobim,  o trio Bossa Jazz e a escola de samba Vila Isabel.

O DIÁRIO participou como mídia convidada e destaca aqui os pontos mais essenciais da noite de 28 de abril.

Vitória da Permanência

Para Jorge Chaves, celebrar meio século do Rio Othon Palace é também reconhecer a trajetória do hotel dentro do turismo da cidade.

“Essa é uma data muito especial, principalmente quando a gente pensa no nosso passado recente de muitos desafios. Pensar em quão forte essa empresa e esse hotel são, por terem uma história tão longeva e relevante para o Rio de Janeiro.”

Segundo ele, o empreendimento mantém características únicas no cenário da hotelaria da cidade.

“Nós somos o maior hotel do Rio de Janeiro e temos a maior piscina de borda infinita do Rio de Janeiro, inaugurada recentemente. Somos também um dos poucos hotéis que pertencem aos mesmos proprietários e à mesma bandeira desde a sua construção. Na orla de Copacabana eu não me lembro de outro assim.”

O executivo lembra que o hotel foi inaugurado em abril de 1976 e destaca o momento atual do empreendimento.

“Talvez desde a sua inauguração ele nunca tenha estado em tão boa forma. Nos últimos anos fizemos três inaugurações importantes. Inauguramos o quiosque na praia, inauguramos o Buffet Top e no ano passado reformamos quatro andares. Agora estamos entregando um terceiro andar 100% renovado, que é onde acontece o evento de celebração. Creio que podemos chamar esse dia como a vitória da permanência”, disse.

Lars Berggren, CEO do grupo Othon

Renascimento do Rio Othon

Para Lars Berggren, o momento é pleno de significado: “Além de celebrar 50 anos, estamos, de certa forma, celebrando também o renascimento da Rio Othon. Superamos muitas dificuldades ao longo do tempo. Manter uma empresa com tamanha história não é tarefa fácil, mas sentimos que desta vez estamos no caminho certo. O Rio de Janeiro está em ascensão, o que nos beneficia, e também cumprimos nosso papel ao recuperar o grupo”, disse o executivo ao DIÁRIO.

Ademar Rosa também falou ao DIÁRIO. Ele é o funcionário mais longevo do hotel, 49 anos.
Adilson Paula e José Vilmar; personagens principais da história do Othon (Crédito: Paulo Atzingen DT)

Mais longevo

Ademar Rosa também falou ao DIÁRIO. Ele é o funcionário mais longevo do hotel, 49 anos. Ele relata ao DT três momentos significativos que marcaram sua história no hotel: “O primeiro foi a presença dos Menudos, que causou grande comoção, com muitos fãs acampando em frente ao hotel. A segunda experiência marcante foi a visita de Fidel Castro, que apresentou desafios operacionais. Agradeço a proteção divina, pois naquela vez, ao levar Fidel Castro no elevador para o andar da cobertura, o elevador apresentou problemas e não parava no andar desejado. O outro elevador também falhou, mas conseguiu parar, e isso eu nunca esquecerei. O terceiro momento foi o evento do Papa, que impactou todo o hotel. Houve grande demanda por banheiros, e recebemos uma ordem da prefeitura para liberá-los. Assim, foram três momentos marcantes que pudemos vivenciar aqui”, relata Ademar ao DIÁRIO.

Jorge Chaves (Diretor Comercial do Othon), Paulo Atzingen (diretor do DIÁRIO) e Lars Berggren (CEO do grupo Othon)

Aprendeu a servir

Adilson Paula, supervisor de mensageiros, também falou ao DT. Ele trabalha no Othon há 40 anos. “sinto-me profundamente emocionado por ser homenageado e por estar aqui hoje. Aprendi com meus colegas e superiores a servir. Acredito que, se pudesse, não encontraria palavras suficientes para descrever esta emoção, algo que transcende a experiência humana. Eu ingressei em 1983, no dia 12 de abril daquele ano.

Muitas oportunidades

José Vilmar, atualmente garçon, começou a trabalhar no Rio Othon Palace em 1987. “É uma honra fazer parte desta empresa, que permite o trabalho em conjunto, oferece muitas oportunidades aos funcionários, de todas as raças, línguas e nações. Isso é motivo de orgulho”, afirmou.

O buffet com a assinatura Othon (Crédito: Paulo Atzingen DT)

Uma rede com 83 anos de hotelaria

Embora o Rio Othon Palace tenha completado 50 anos, a história da rede na hotelaria brasileira é ainda mais longa.

“Quando a gente pensa em 50 anos de existência, é importante lembrar que não foi ali que a hotelaria da Othon começou. Quando esse prédio abriu, a Othon já tinha 33 anos de experiência em hotelaria. Hoje nós temos 83 anos de experiência no setor.”

Segundo ele, a trajetória da rede acompanhou os ciclos econômicos do país:

“Quando a gente olha para a história do Brasil, com planos econômicos, crises e períodos de abundância, vemos que atravessamos muitas décadas e chegamos a 2026 com uma história de 83 anos na hotelaria.”

Jorge Chaves atendeu o DIÁRIO em seu escritório, no Othon (Crédito: Paulo Atzingen)

Para Chaves, a capacidade de reinvenção está diretamente ligada à cultura da empresa.

“Isso mostra a nossa capacidade de reinvenção e uma cultura que sempre valorizou o funcionário, o desenvolvimento de pessoas e o acolhimento.”

Ele reforça que a essência da hotelaria está nas pessoas.

“Aqui a gente entende que sem as pessoas nós somos apenas um prédio com paredes fortes e vidros. O que faz a essência da hotelaria e da prestação de serviço são as pessoas.”

O rooftop, no topo do hotel
O executivo também cita o legado do fundador da rede.

“Quando a gente olha para a história do seu Othon Lynch Bezerra de Mello, um pernambucano que começou em uma loja de tecidos e se tornou um grande empresário, vemos um legado muito forte. Ele veio para o Rio de Janeiro porque aqui era a capital dos negócios e aqui a rede se tornou uma das maiores do Brasil,” reconhece Jorge.

Confira nas próximas edições do DIÁRIO mais informações sobre os 50 anos do OTHON

*O jornalista viajou ao Rio de Janeiro com Azul Linhas Aéreas

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