Meu Deus, Dona Volkswagen, o Taos Comfortline é o sétimo SUV médio que avalio em quase 4 meses em 2026 e o carro não ficou muito bem na foto diante dos rivais que havia experimentado antes, hein? A lista é meio da pesada e inclui alguns chineses, como GAC GS4, BYD Song Pro, Leapmotor C10 e o Renault Koleos (que é um Geely Monjaro com um pouco do tempero francês).
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Pois é, depois de uma semana com a versão Comfortline do Taos 2026 (R$ 199.990) dá para dizer que vai ficar difícil para a Volkswagen competir no terreno cada vez mais disputado nos SUVs médios com as poucas mudanças que adotou no seu utilitário esportivo.
O carro manteve o bem conhecido motor 1.4 turboflex, sem nenhuma eletrificação e que não deverá demorar para sair de cena depois da chegada do 1.5 com sistema híbrido leve, no início de 2027. As principais novidades ficam por conta dos retoques no visual que incluíram lanternas interligadas por uma barra luminosa, um detalhe que lembra o T-Cross, mas com um toque mais sofisticado.
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Sensação de dejà vu
Imagem: Divulgação
Na dianteira, o SUV ficou mais moderno e agressivo. Os faróis estão mais finos e trazem uma assinatura luminosa em formato de “X”, enquanto a grade em padrão de colmeia e o para-choque redesenhado deixam o visual mais robusto.
Entre os detalhes de acabamento, as versões mais equipadas ganham uma barra de luz que percorre a grade frontal e faróis de projetor em LED. Já o catálogo de cores ficou mais interessante com a chegada dos tons Azul Pacífico e Cinza Glacial, ambos que podem ser combinados ao teto preto na versão Highline. As tradicionais Branco Puro, Preto Mystic, Cinza Platinum e Prata Pyrit continuam disponíveis.
Por dentro, as alterações na linha 2026 são ainda mais discretas. A central multimídia tem tela de 10,25 polegadas do tipo “flutuante”, mas o sistema recebeu poucas atualizações. Bem que podiam ter aproveitado para disponibilizar a IA da Volkswagen, batizada como Otto. Seria um atrativo importante para o SUV ganhar apelo diante dos fortes concorrentes.

Imagem: Carlos Guimarães
De qualquer forma, dirigir o Taos 2026 remete a uma inevitável sensação de dejà vu, exceto pelo câmbio automático de oito marchas que substitui o anterior, de seis. É preciso ter um certo período de adaptação para saber qual é a pressão que você precisa aplicar no acelerador para não provocar uma redução exagerada, causando uma subida repentina de giro do motor.
Ao mesmo tempo, como o ajuste do novo foi feito para manter o giro mais baixo possível (em busca de uma redução do consumo), basta um leve aclive para o SUV pedir mais fôlego com o ponteiro do conta-giros quase em regime de marcha lenta. Aí, ao pisar mais forte no acelerador, lá vai o giro disparando de novo. Então, na maioria das vezes, o jeito é controlar as trocas manualmente mesmo pelas hastes atrás do volante.
Com isso, depois de apenas três ou quatro dias rodando no anda de para no trânsito e um pouco em trechos rodoviários acabei me assustando com o marcador de combustível já baixando de meio tanque de apenas 48 litros, ante 52 litros dos rivais BYD Song Pro e 61 litros do GWM Haval H6 HEV, que são híbridos.
https://www.youtube.com/watch?v=/d1wem8Pc5fo
Claro, o Taos continua sendo um SUV estável nas curvas, que absorve bem as irregularidades do piso, com 18,5 cm de vão livre do solo, ajudando a passar por valetas, lombadas e outros obstáculos urbanos com certa facilidade. Conforme a fabricante, pode acelerar de 0 a 100 km/h em 9 segundos e atingir 197 km/h.
Mas, na questão da eficiência, deixa de desejar. De acordo com dados do Inmetro, com gasolina, faz 11,1 km/l na cidade e 13,3 km/l na estrada, passando para 7,7 km/l e 9,3 km/l, com etanol, respectivamente. O Song Pro, com ajuda da eletrificação, conforme a mesma fonte, pode fazer 15,2 km/l em trechos urbanos e 13,2 km/l rodoviários, com gasolina.
Veredicto

Imagem: Carlos Guimarães
Com as poucas mudanças no Taos 2026, a Volkswagen terá que continuar contanto com o público fiel do SUV, uma vez que a quantidade de rivais com mais tecnologia e eficiência não para de aumentar no mercado, principalmente, de marcas chinesas.