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Homens: cuidado com os erros na academia que podem causar sérios problemas sexuais – Gazeta Brasil

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A prática de musculação é amplamente reconhecida por seus benefícios: fortalece os músculos, melhora a saúde cerebral e reduz o risco de doenças como diabetes e problemas cardiovasculares. No entanto, especialistas alertam que alguns exercícios podem ter efeitos colaterais inesperados quando feitos de forma inadequada ou com excesso de tensão. (Combo de Feno-Grego e Maca Peruana estimula a testosterona e melhora a qualidade da ereção). 

Um dos pontos de atenção é o assoalho pélvico — conjunto de músculos responsáveis por manter os órgãos internos no lugar, estabilizar o core e auxiliar funções básicas do corpo. Quando sobrecarregados, esses músculos podem ficar constantemente contraídos, o que pode levar a dores e até disfunções sexuais.

Segundo o personal trainer Toby King, esses músculos também têm papel direto na função sexual masculina. “Os músculos ao redor do assoalho pélvico participam das ereções e da excitação. Se eles estão constantemente tensionados ou sobrecarregados, podem restringir o fluxo sanguíneo e comprimir nervos essenciais para a função sexual saudável”, explicou ao jornal The New York Times.

Com o tempo, essa tensão excessiva pode provocar dor pélvica, desconforto durante relações sexuais, masturbação e ejaculação, além de problemas urinários e incômodos no dia a dia.

Exercícios como agachamentos, levantamento terra e até treinos focados no abdômen podem contribuir para esse problema, já que exigem forte ativação do core. Muitas pessoas acabam contraindo involuntariamente o assoalho pélvico durante esses movimentos.

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“A maioria dos homens está constantemente em estado de tensão muscular. Eles travam durante os exercícios e permanecem assim ao longo do dia. Isso cria um assoalho pélvico hiperativo, que pode interferir na ereção e até causar dor”, afirmou King.

Outros exercícios como leg press, elevação de pernas, abdominais suspensos e pranchas prolongadas também podem manter a região sob tensão constante.

Atletas de ciclismo e triatlo devem ter atenção redobrada. Segundo o especialista, longos períodos sobre um selim mal ajustado podem gerar pressão contínua sobre nervos e tecidos da região pélvica.

King compara essa sobrecarga ao treino de um músculo sem descanso: com o tempo, ele perde a função adequada.

Além disso, a execução incorreta dos exercícios e o uso de cargas muito altas podem agravar o problema. “Se a respiração não está correta e a técnica está falha, essa pressão precisa ir para algum lugar — e muitas vezes vai para o assoalho pélvico”, explicou.

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A preocupação excessiva com os sintomas também pode aumentar o estresse e intensificar ainda mais a tensão muscular, criando um ciclo difícil de quebrar.

Apesar dos alertas, especialistas não recomendam abandonar exercícios como agachamentos e levantamento terra, que são importantes para o condicionamento físico. A orientação é ajustar a rotina e reduzir temporariamente movimentos que sobrecarreguem a região da virilha, parte interna das coxas e quadris profundos quando houver sintomas.

O caminho para a recuperação envolve aprender a relaxar a musculatura. Exercícios de respiração profunda e alongamentos como a posição da criança e a posição do bebê feliz são algumas das recomendações.

Além disso, especialistas destacam que, em alguns casos, exercícios tradicionais de contração do assoalho pélvico (como os kegel) podem não ser indicados. Em vez disso, podem ser recomendados os chamados “reverse kegels”, que ajudam a reduzir a tensão por meio da respiração diafragmática e do relaxamento consciente da região.

Profissionais também reforçam a importância de buscar avaliação com fisioterapeutas especializados em assoalho pélvico, que podem identificar se há rigidez, fraqueza ou dificuldade de relaxamento muscular — ou uma combinação desses fatores.

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Segundo a fisioterapeuta Tia Dankberg, especialista em saúde pélvica, o tratamento vai além de um único grupo muscular. “Nenhum músculo do corpo trabalha de forma isolada”, afirmou. Ela explica que os tratamentos geralmente incluem melhorias na mobilidade da caixa torácica, flexibilidade dos quadris e movimentos com foco em extensão corporal.

A recomendação geral é que o cuidado com o assoalho pélvico seja integrado ao treino, especialmente para quem pratica musculação com alta intensidade ou frequência.

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