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qual a melhor Sport Touring de 1.000 cilindradas

Existem motores que se tornam imortais, e o quatro-em-linha que equipa a família GSX-S1000 da Suzuki é um deles. Derivado da icônica GSX-R1000 K5, ele é o balanço perfeito entre torque bruto em baixas rotações e uma cavalaria que urra como uma legítima superbike.

No entanto, a Suzuki tomou uma decisão audaciosa: colocar esse motor em duas embalagens diferentes para conquistar o viajante moderno. De um lado, a GSX-S1000GT, a sport-touring pura e enfática; do outro, a GSX-S1000GX, a ousada crossover que marca a entrada da marca na era das suspensões inteligentes.

Neste comparativo, vamos mergulhar fundo para entender se a GX é apenas uma GT “com salto alto” ou se estamos falando de uma categoria completamente nova de motocicletas.

Para colocar essas duas motocicletas à prova em condições reais, a equipe da Motociclismo encarou uma jornada até Goiânia (GO), onde acompanhou o retorno da MotoGP ao Brasil após anos fora do calendário mundial.

No percurso, as motos enfrentaram de tudo: rodovias de asfalto impecável, trechos castigados por buracos, trânsito intenso rumo ao autódromo, temperaturas acima dos 40 °C e até as típicas pancadas de chuva de verão — um cenário completo para revelar, na prática, como esses modelos encaram longas viagens. Confira como elas se saíram!

O coração da besta: o DNA da GSX-R

Antes de falar de suspensão ou carenagens, precisamos falar do motor. Ambas compartilham o bloco de 999 cm³ que entrega 152 cv a 11.000 rpm. O que torna este motor especial para viagens não é apenas o pico de potência, mas a curva de torque.

Com 10,8 kgf.m, a Suzuki oferece uma entrega de força linear que torna as ultrapassagens em sexta marcha uma tarefa fácil e avassaladora.

A viagem somou mais de 2.000 km no total

A grande magia aqui é a suavidade do motor. O sistema de acelerador eletrônico Ride-by-Wire foi calibrado de forma distinta para as duas. Na GT, a resposta é mais direta e esportiva, quase agressiva, pedindo estrada aberta.

Na GX, a eletrônica atua de forma mais preditiva, suavizando as respostas para garantir que o conforto do piloto não seja comprometido em asfaltos irregulares, sem nunca “limar” a alma esportiva da máquina.

GSX-S1000GT: o triunfo da silhueta esguia

A GT é uma moto para quem ama as esportivas, mas também busca conforto. Ela ignora a moda das suspensões de longo curso para focar em uma única coisa: eficiência dinâmica.

Ao sentar na GT, você se encaixa em uma posição de pilotagem agressiva o suficiente para você se sentir no comando de uma esportiva, mas confortável o bastante para rodar muitos quilômetros em um dia.

A carenagem da GT foi exaustivamente testada em túnel de vento para oferecer um arrasto aerodinâmico mínimo, o que se traduz em duas coisas: estabilidade absoluta em velocidade-cruzeiro elevada e menor consumo.

Na GT, você está “entra” na moto e fica mais protegido pelas linhas da carenagem e para-brisa que canalizam o ar para longe dos ombros do piloto.

Suas suspensões KYB, embora manuais, são muito precisas. Nas estradas de asfalto ruim, como as que encontramos no caminho para Goiânia, a Suzuki foi muito ágil para fazer desvios rápidos e engoliu o que não conseguimos desviar.

Por sua vez, se a GT é a precisão mecânica, a GX é a sofisticação eletrônica. Ela é a primeira Suzuki a adotar o Suzuki Advanced Electronic Suspension (SAES). O sistema utiliza hardware da Showa (EERA) e um software proprietário da Suzuki para criar o que eles chamam de “Floating Ride Control”.

Na prática, isso muda tudo. A GX monitora a velocidade da roda, a inclinação da moto (via IMU de 6 eixos) e a compressão das molas mil vezes por segundo. Se você entra em um trecho de asfalto ondulado, a suspensão “amolece” instantaneamente para absorver os impactos.

Se você aciona o freio dianteiro com força, a frente endurece para evitar o mergulho excessivo (anti-dive) das bengalas. Sendo assim, é uma moto que se adapta ao caminho, permitindo que você mantenha um ritmo de esportiva mesmo onde a estrada parece uma colcha de retalhos.

A ergonomia da GX também é um convite a longas jornadas. O guidão é 55 mm mais largo e está posicionado mais próximo ao piloto do que na GT. As pernas ficam menos flexionadas, e a visão periférica é ampliada pela altura maior do conjunto. Tem a ergonomia de uma big trail com o desempenho de uma superbike.

O embate da eletrônica: onde o luxo encontra o chão

O pacote eletrônico de ambas é vasto, mas a GX leva vantagem tecnológica. Assim, ambas possuem o Suzuki Intelligent Ride System (S.I.R.S.), que inclui:

  • Quickshifter bidirecional: que permite trocas sem acionar o manete de embreagem e com suavidade;
  • Cruise Control: o piloto automático, essencial para longas viagens;
  • Modos de pilotagem: três mapas de entrega de potência.
Visitamos a nova concessionária da Suzuki em Goiânia – Nasa Motos

No entanto, a GX introduz o controle de estabilidade em curvas e o gerenciamento de torque que leva em conta a inclinação da moto. Na GT, o controle de tração é excelente, mas é do tipo convencional. Na GX, a eletrônica é mais intrusiva (sem exagero), atua como um anjo da guarda invisível e permite que você explore os 152 cv com muito mais confiança, mesmo em dias de chuva ou com asfalto frio.

Em nossa viagem até Goiânia (GO) rodamos mais de 2 mil quilômetros ao longo do trajeto. A experiência foi realizada com os modelos lado a lado, e nos alternamos na pilotagem em algumas das paradas para abastecimento.

Assim, nossos diferentes biótipos e a troca constante de motocicleta nos permitiu uma avaliação mais abrangente e equilibrada das motos.

As motocicletas já vêm equipadas com alforges laterais, que foram extremamente úteis durante a viagem. Pudemos acomodar roupas e equipamentos extras com certa facilidade.
Por outro lado, o material de filmagem foi transportado preso ao banco da GX, assim como as mochilas com as capas de chuva, caso precisássemos ao longo do percurso.

Desempenho na estrada

Na estrada, o motor de quatro cilindros e 1000 cm³ chama a atenção pelo ronco marcante e pela entrega de potência e torque, ele incentivando uma pilotagem mais dinâmica. Ainda assim, garante excelente conforto, graças ao baixo nível de vibração.

O câmbio com quickshifter é bem calibrado, oferecendo trocas rápidas e suaves em qualquer faixa de rotação. Por sua vez, o acelerador responde de forma precisa, permitindo ultrapassagens com mais segurança — um ponto importante em viagens longas.

Destaque para o piloto automático que foi utilizado nas longas retas para respeitar o limite da via e relaxar mãos e punhos.

Consumo e autonomia

Outro destaque foi a autonomia. Com tanques de 19 litros, e médias de consumo entre 17 e 19 km/l, as duas motos poderiam rodar até 360 quilômetros, dependeu de quanto nos empolgávamos nos trechos.

Vale destacar que a GT se mostrou ligeiramente mais econômica que a GX, independentemente do piloto, o que pode ser atribuído à melhor aerodinâmica.

Conforto em viagens longas

Após dias inteiros sobre as motos, fica claro que a posição de pilotagem de ambas é bastante confortável, o que evita o cansaço exagerado ao final do dia.

  • GT: oferece maior penetração aerodinâmica, mas protege menos o corpo r cabeça do piloto que sua irmã;
  • GX: conta com mais proteção aerodinâmica para o piloto e a a bolha frontal maior, garante menos turbulência no capacete, reduzindo também o impacto de insetos na viseira.

Suspensão e comportamento em pisos ruins

Durante o trajeto por Minas Gerais e Goiás, enfrentamos estradas com muitos buracos e até chuva. Nesse cenário:

  • A GX se destaca pela suspensão de maior curso, absorvendo melhor as irregularidades;
  • A GT, por outro lado, é mais ágil nas mudanças de direção, ideal para desviar rapidamente de obstáculos e, ainda assim se mostrou bem eficiente para engolir os buracos que não puderam ser evitados.

Tecnologia e painel

O painel em TFT tem leitura clara e comandos intuitivos. Um ponto positivo é a facilidade de ajuste da suspensão eletrônica da GX, que pode ser configurada rapidamente com apenas um botão.

Por outro lado, a conectividade do painel TFT para parear celular e conectar sistema de navegação presente nas duas motos é um importante componente para quem gosta de saber o caminho por onde vai passar.

Conforto para o garupa

Também avaliamos a experiência na garupa, e a GX leva vantagem nesse quesito, já que conta com um banco mais largo, uma posição mais ereta para o garupa e maior espaço para o pé do passageiro. Permitindo viajar com mais conforto.

Ao pilotar a GT, você busca o limite. A moto instiga você a deitar e curtir nas curvas, a frente vai “plantada” no chão. Ela é mais leve que a GX, são 226 quilos contra 232, essa diferença, somada ao centro de gravidade mais baixo, faz dela uma moto mais ágil para mudanças rápidas de direção. É a moto ideal para o piloto que viaja sozinho e gosta de deitar para valer nas serras.

Na GX, o prazer é diferente. Você viaja com uma postura mais ereta, quase majestosa. Se a estrada fica ruim, você não precisa reduzir o ritmo; a suspensão eletrônica cuida de tudo e se adapta ao terreno.

Por isso, em viagens com garupa, a GX leva vantagem indiscutivelmente. O espaço para o passageiro é melhor distribuído e a suspensão autoajustável mantém o nivelamento da moto independente da carga, algo que na GT exige que você pare e use ferramentas para ajustar a suspensões.

Qual o seu perfil de viajante?

Após mais de dois mil quilômetros de teste, a conclusão é que a Suzuki não criou uma moto melhor que a outra, mas sim opções diferentes para os mesmos destinos.

A Suzuki GSX-S1000GT é para você se:

  • Você é um apaixonado pelas motos esportivas, mas exige conforto;
  • Você valoriza a agilidade e a conexão direta e mecânica com o asfalto;
  • Suas rotas preferidas são pelo asfalto de boa qualidade e cheio de curvas;
  • Você prefere o design esportivo e agressiva das motos de alta performance.

Já a GSX-S1000GX é para você se:

  • Você prefere a facilidade e rapidez da regulagem da suspensão eletrônica;
  • Você viaja com garupa e bagagem constantemente;
  • Você não quer ser limitado pela qualidade do asfalto que encontrar pelo caminho;
  • Você busca o conforto ergonômico das Big Trails, mas não quer abrir mão do motor de quatro cilindros de 150 cv.

No final do dia, ambas são máquinas extraordinárias que honram o emblema da Suzuki. Ambas levam você até o horizonte com rapidez e muita eficiência em perfeita sinfonia com o excelente motor de 1.000 cm³ da Suzuki que empolga a valer.

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