Search
Close this search box.
Search
Close this search box.
  • Home
  • Destaque
  • Sangue menstrual pode ser chave no tratamento desta doença, aponta estudo

Sangue menstrual pode ser chave no tratamento desta doença, aponta estudo

Um estudo publicado na Scientific Reports identificou uma fonte promissora e não convencional para o tratamento da osteoartrite, condição que afeta mais de 600 milhões de pessoas em todo o mundo. A osteoartrite, também conhecida como artrose, é uma doença crônica e degenerativa que causa o desgaste da cartilagem que reveste as articulações. A pesquisa aponta que o sangue menstrual, frequentemente associado apenas a desconfortos do ciclo feminino, pode oferecer benefícios médicos relevantes.

O trabalho foi conduzido por uma equipe de pesquisadores na Lituânia, que utilizou vesículas extracelulares — partículas liberadas por células, responsáveis por funções como regeneração tecidual e redução de inflamações — derivadas do sangue menstrual para estimular a reparação da cartilagem. Para isso, foram analisadas amostras a fim de avaliar os efeitos dessas partículas em tecidos coletados após cirurgias de dez doadoras com osteoartrite.

Os cientistas observaram que as vesículas extracelulares, por si só, necessitam de suporte adicional para prolongar seus efeitos terapêuticos e melhorar os resultados do tratamento. Diante disso, a equipe passou a utilizar também estruturas biológicas, conhecidas como escoras, que atuam protegendo essas partículas e permitindo sua liberação gradual conforme a articulação é submetida à pressão ou ao movimento.

Os resultados indicaram que as células derivadas do sangue menstrual não apenas melhoraram a função das células da cartilagem, como também contribuíram para desacelerar a degradação do tecido. Além disso, foi identificado um aumento na expressão do receptor de progesterona em células mais envelhecidas da cartilagem, o que pode estar associado a mecanismos adicionais de regeneração.

Atualmente, os tratamentos disponíveis para a osteoartrite concentram-se principalmente no controle da dor e da inflamação, sem atuar diretamente na interrupção ou reversão da degeneração da cartilagem. Nesse contexto, a nova abordagem surge como uma alternativa potencialmente inovadora, capaz não apenas de reconstruir o tecido cartilaginoso, mas também de oferecer um procedimento menos invasivo, ao dispensar a necessidade de coleta de células da medula óssea.

Com o envelhecimento da população, o aumento dos índices de obesidade e a maior incidência de lesões articulares, a osteoartrite tende a se tornar ainda mais comum, o que reforça o interesse por soluções baseadas em medicina regenerativa.

Apesar do potencial, os pesquisadores destacam que ainda existem desafios importantes no desenvolvimento desse tipo de tratamento, especialmente na criação de materiais adequados para sustentar as vesículas extracelulares. Segundo o pesquisador Edvinas Krugly, da Kaunas University of Technology, “ao construir escoras biomiméticas, o maior desafio é que um material biomédico deve se destacar em todas as áreas simultaneamente”. Ele acrescenta: “Deve ser quimicamente estável, mecanicamente robusto, biologicamente compatível e praticamente fabricável

Clique aqui para acessar a Fonte da Notícia

VEJA MAIS

Maior que Portugal, este município do Brasil sustenta aquários de luxo no mundo todo

Barcelos, no coração do Amazonas, é um gigante geográfico. Com mais de 122 mil km²,…

Ludopatia: conheça as ações e opções de tratamento do SUS para lidar com o vício em apostas

O vício em jogos de azar, chamado ludopatia, virou questão de saúde pública no Brasil.…

Lançado na Espanha, álbum da Copa não tem Neymar na Seleção Brasileira

O álbum da Copa do Mundo tem lançamento oficial previsto para 1º de maio no…