Mogi das Cruzes–SP, parece estar distante da sua realidade política nessas últimas décadas, tanto que nos últimos anos vem tendo resultados pífios nas urnas, quando se trata de eleger deputados estaduais e federais.
O município conta hoje, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com 470 mil habitantes conforme previsão para 2025, já a quantidade de eleitores aptos a votarem são 330 mil eleitores, dados atualizados em janeiro de 2026, pelo Tribunal Regional Eleitoral (TER-SP).
Levando em consideração que um deputado estadual para se eleger precisaria de pelo menos 70 a 100 mil votos aproximadamente e federal em média de 120 a 150 mil votos, isso vai depende muito do coeficiente eleitoral, também vai de caso a caso, mas, friamente analisando esses números, certamente a cidade elegeria pelo menos de dois a três estaduais e de um a dois federais, tranquilamente, observando essa análise numérica e técnica.
Nos últimos anos, Mogi amarga as piores marcas de sua história, ante os anos gloriosos cujo tempo a cidade tinha três estaduais e três federais. É certo que a política modernizou e avançou no que tange as imagens dos políticos atuais que são alvos e, ao mesmo tempo, reflexos positivos nas redes sociais que consegue ainda eleger e enterrar, dependendo da situação do concorrente.
Os resultados das eleições são amargas para os mogianos, apenas o deputado estadual Marcos Damasio (PL), conseguiu se manter entre a elite política atuando no seu terceiro mandato como deputado estadual por Mogi das cruzes, porém, teve apenas 22 mil votos dos mogianos, o restante dos votos foram todos de fora. Ele alcançou o feito em 2014, assumiu em 2015 e segue no seu terceiro mandato, outro que também acertou bem os números, foi o atual conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP), Marco Aurélio Bertaiolli (PSD), que conseguiu a façanha de dois mandatos como deputado federal (2018 e 2022).
Depois dos dois nomes citados acima, Mogi das Cruzes nesses anos e décadas estacionou-se, sem ter o que apresentar e, por isso, sofre as consequências de município sem qualquer expressão política junto as administrações estaduais e federais. “Não conseguimos quase nada, eles não respeitam a cidade, visto as nossas estações de trem, todas abandonadas, ainda vivemos na era das cancelas, não temos viadutos ou passagem de nível construídas pelos governos, somos ridicularizados na esfera do turismo, somos desrespeitados pelos governos, tanto que enfiaram goela abaixo pedágios sem a nossa permissão, enfim, são tantos absurdos que Mogi passa que a lista seria gigantesca se tivesse que apresentar todas”, mencionou a jornalista Venina Camilo.
Na lista de nomes que aparecem como pré-candidatos estão: Marcos Damasio, José Francimário Viera de Macedo (PL), o Farofa, Felipe Lintz (PL), Marcos Paulo Tavares Furlan (Podemos), o Furlan, Rodrigo Valverde (PT), Inês Paz (PSOL), Fernanda Moreno (MDB) e Caio Cunha (Podemos). Ainda devemos ter mais alguns nomes, menos conhecidos no cenário político da cidade que devem concorrer aos cargos.
Por enquanto, a lista é pequena, mas, quem sabe, com esses nomes Mogi possa conseguir fazer uns dois deputados estaduais e dois federais, vai depender muito da forma como irão trabalhar. “Achar que só as redes sociais vão eleger, esquece! Esse nicho de mercado está sendo bem explorado, por isso, a gente vê tantos candidatos tirando votos dos concorrentes mogianos ao longo das eleições, sem ao menos conhecer a cidade. Outra coisa, é aparecer mais na imprensa. Por mais que vivemos um período em que as redes sociais chamam mais a atenção do que a própria mídia, mas, é importante salientar que é na imprensa que o candidato quando aparece, aumenta sua credibilidade, principalmente quando ele é destaque pelas suas conquistas ou projetos importantes”, analisou o jornalista e profissional de Marketing Nelson Camargo.
O jornalista e marqueteiro disse ainda que existe a importância grande de eleger pessoas da terra, ele explica que isso, garante força política e conquistas que há tempos à cidade não alcança. “Precisamos nos unir, a classe política, imprensa, sociedade civil, entidades, partidos políticos, instituições, prefeito (a), câmara, todos com o propósitos de eleger nomes que são da terra. Como irá dividir esses votos, somente quando todos sentarem na mesma mesa e discutirem isso, aí sim vamos ter resultados, agora se cada um achar que não precisa do outro, vamos continuar na mesma, morrendo à beira da praia, como diz o ditado”, alertou.
Na análise do marqueteiro político, Mogi poderá eleger quatro deputados, dois estaduais e dois federais. Vai depender de como irão se comportar daqui para frente.
Para se ter uma ideia, dos dez mais bem votados na última eleição (2022), foram poucos os candidatos mogianos a deputado federal que apareceram bem nas votações do município. Para estadual, os índices melhoraram um pouco, mas, não o suficiente para elegê-los.
Os 10 deputados federais mais votados em Mogi das Cruzes:
- Marco Bertaiolli (PSD): 80760 votos (35,18%)
- Guilherme Boulos (PSOL): 7134 votos (3,11%)
- Marcio Alvino (PL): 6579 votos (2,87%)
- Eduardo Bolsonaro (PL): 6334 votos (2,76%)
- Carla Zambelli (PL): 5913 votos (2,58%)
- Felipe Lintz (PATRIOTAS): 5861 votos (2,55%)
- Marcelo Brás do Sacolão (PSDB): 5454 votos (2,38%)
- Ricardo Salles (PL): 4520 votos (1,97%)
- Jilmar Tatto (PT): 4062 votos (1,77%)
- Rodrigo Gambale (PODEMOS): 3164 votos (1,38%)
Brancos – 7,47% / Nulos – 5,26%
Os 10 deputados estaduais mais votados em Mogi das Cruzes:
- Marcos Damasio (PL): 21223 votos (9,62%)
- Rodrigo Valverde (PT): 20699 votos (9,38%)
- Marcos Furlan (PODEMOS): 14765 votos (6,69%)
- Clodoaldo de Moraes (PL): 10963 votos (4,97%)
- Gondim (UNIÃO BRASIL): 10127 votos (4,59%)
- André do Prado (PL): 8632 votos (3,91%)
- Inês Paz (PSOL): 5515 votos (2,50%)
- Eduardo Suplicy (PT): 5098 votos (2,31%)
- Fernanda Moreno (MDB): 4176 votos (1,89%)
- Juliano Botelho (PSB): 3769 votos (1,71%)
Brancos – 9,80% / Nulos – 6,34%