A Operação Última Parada, deflagrada na manhã desta quinta-feira (25) pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Civil, colocou no centro das investigações o vereador paulistano Senival Moura (PT). O parlamentar foi preso preventivamente sob suspeita de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro supostamente ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC) por meio de empresas do setor de transporte coletivo da capital.
As investigações apontam que a organização criminosa teria utilizado a empresa de ônibus Transunião para ocultar e movimentar recursos de origem ilícita. Além do vereador, empresários e outras pessoas ligadas à concessionária também foram alvos da operação realizada em diferentes endereços na Grande São Paulo.
De acordo com os promotores responsáveis pelo caso, a apuração busca identificar a existência de uma estrutura financeira que teria sido utilizada pelo crime organizado para infiltrar recursos em atividades empresariais legalmente constituídas, especialmente no sistema de transporte público.
O caso provocou forte repercussão no cenário político paulista e reacendeu o debate sobre a atuação de facções criminosas em setores estratégicos da economia. A investigação também levanta questionamentos sobre os mecanismos de fiscalização e controle das concessões públicas na capital.
A defesa de Senival Moura ainda deverá se manifestar oficialmente sobre as acusações. Enquanto isso, o parlamentar permanece à disposição da Justiça. Conforme determina a Constituição, o vereador tem assegurados os direitos ao contraditório e à ampla defesa, cabendo ao Poder Judiciário definir sua eventual responsabilidade ao término do processo.