A situação jurídica da influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra ganhou um novo capítulo nesta semana. Além de continuar presa preventivamente na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior paulista, ela teve sua inscrição profissional suspensa pela Ordem dos Advogados do Brasil – Seção São Paulo (OAB-SP) e sofreu mais uma derrota na tentativa de obter a liberdade.
A suspensão determinada pela OAB-SP passou a valer imediatamente e faz parte de um procedimento disciplinar instaurado pela entidade. Inicialmente, a medida terá duração de 90 dias, podendo ser prorrogada sucessivamente por até 360 dias, período no qual deverá ocorrer a análise definitiva do processo administrativo. Enquanto estiver suspensa, Deolane fica impedida de exercer atividades relacionadas à advocacia.
Na esfera criminal, a influenciadora permanece custodiada desde maio, quando foi presa durante a Operação Vérnix. A investigação apura a suposta participação de integrantes em um esquema de lavagem de dinheiro e organização criminosa com possível ligação ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
A defesa da influenciadora, com apoio da OAB-SP, ingressou com novo pedido de habeas corpus alegando, entre outros argumentos, o direito à permanência em Sala de Estado-Maior, prerrogativa prevista para advogados presos preventivamente. Contudo, o Tribunal de Justiça de São Paulo entendeu não haver ilegalidade evidente na manutenção da prisão e rejeitou o pedido.
Com a decisão, Deolane Bezerra permanece recolhida na unidade prisional de Tupi Paulista enquanto responde às acusações de organização criminosa e lavagem de dinheiro. Seus advogados sustentam a inocência da influenciadora e afirmam que continuarão adotando medidas judiciais para tentar reverter a prisão preventiva.