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Vaticano permitirá que gays se tornem padres, desde que sejam celibatários

Vaticano (Foto: Canva)

O Vaticano publicou, nesta sexta-feira, 10, novas diretrizes para seminários, permitindo que homens gays se tornem padres, desde que se comprometam com o celibato. O documento, elaborado pela Conferência Episcopal Italiana (CEI), representa um recuo em relação à instrução de 2016, que barrava seminaristas com “tendências homossexuais profundas”.

A medida reflete mais um aceno do papa Francisco à população LGBTQIA+, alinhando-se a declarações consideradas acolhedoras e a decisões como a que autorizou a bênção de casais do mesmo sexo e pessoas em segundo casamento, ainda que sem reconhecer o casamento gay na Igreja.

As novas orientações foram publicadas discretamente no site da CEI na quinta-feira, 9.

De acordo com o texto, a orientação sexual de um seminarista deve ser considerada, mas como parte de uma avaliação ampla sobre sua personalidade. “Ao lidar com tendências homossexuais no processo de formação, é adequado que a avaliação não se reduza apenas a este aspecto, mas sim busque entender seu significado em toda a estrutura da personalidade do jovem”, afirma o documento.

A decisão reflete um debate interno que ocorreu em maio de 2024, quando bispos discutiram como abordar a questão no contexto da formação para o sacerdócio. As novas regras pretendem criar um processo de avaliação mais amplo e humano.

O Vaticano informou que as diretrizes foram aprovadas em novembro e entram em vigor imediatamente, com previsão de reavaliação após três anos.

Apesar de abrir mais espaço para pessoas LGBT, Francisco se envolveu em uma polêmica no ano passado, quando uma fala atribuída a ele sobre gays em seminários vazou na imprensa italiana. Segundo relatos, o papa teria afirmado que os seminários estão “cheios de viadagem”. Relatos de bispos próximos ao pontífice indicaram, ainda, que Francisco se posicionava contra a ordenação de homens gays, visão agora revisada pela Igreja.

Em janeiro de 2023, o papa declarou que a homossexualidade não é crime, embora a considere pecado, durante uma entrevista à Associated Press. Ele pediu o fim de leis que criminalizam a orientação sexual ao redor do mundo, ressaltando que “ser homossexual não é crime”. Francisco destacou a diferença entre pecado e crime, defendendo que a falta de caridade com o próximo também é pecado. Reconheceu ainda que líderes católicos em algumas regiões continuam a apoiar leis discriminatórias contra a comunidade LGBTQIA+, apelando para que esses bispos passem por um processo de conversão e ajam com a mesma ternura – “por favor, como Deus tem por cada um de nós”, afirmou o pontífice.

Folha Gospel com informações de Pleno News e Folha de S. Paulo

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