O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (19) que não pretende enviar tropas terrestres ao Irã, mesmo diante da operação militar conduzida em conjunto com Israel contra o regime iraniano.
“Se eu estivesse fazendo isso, certamente não diria. Mas não estou enviando tropas”, declarou o presidente.
Durante reunião com a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, Trump também revelou que pediu ao primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que evite ataques a instalações de gás no Irã.
“Pedi a Netanyahu que não ataque plantas de gás”, afirmou. Segundo Trump, apesar da coordenação entre os dois países, há momentos em que decisões israelenses não são aprovadas por Washington. “Nos damos muito bem. Está coordenado, mas às vezes ele faz algo que não aprovamos”, disse, acrescentando que espera que novos ataques a estruturas energéticas iranianas não ocorram.
O presidente também destacou o apoio do Japão no contexto do conflito, afirmando que recebeu garantias de colaboração do governo japonês. “Pelas declarações recentes, o Japão está realmente cumprindo, ao contrário da OTAN”, afirmou, em referência à OTAN.
A Constituição pacifista japonesa limita o envio de tropas ao exterior, permitindo atuação militar apenas em cenários específicos, como após o fim de conflitos ou em casos de ameaça direta ao país ou a aliados.
Mais cedo, o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, afirmou que não há prazo definido para o fim da guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. Ele também indicou que o Pentágono deve solicitar ao Congresso cerca de US$ 200 bilhões em recursos adicionais para financiar a operação militar.
Segundo Hegseth, a ausência de um cronograma reflete a necessidade de manter flexibilidade estratégica, enquanto os objetivos da campanha são perseguidos. Ele ressaltou que a decisão sobre o encerramento da ofensiva caberá exclusivamente ao presidente Donald Trump.