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Teste genético para pets aponta predisposições antes dos sintomas e orienta cuidados com cães e gatos

Grizlle era um boxer e morreu ainda jovem. A perda marcou Eduardo Lemos, que, anos depois, ao assistir a um documentário sobre genética, se fez uma pergunta difícil de responder: se as ferramentas disponíveis atualmente já existissem naquela época, seria possível ter identificado algum risco e cuidado dele de outra forma? Não há como saber se um teste teria mudado aquela história, mas a inquietação levou o executivo a estudar o assunto e, posteriormente, a fundar a Petgenoma, empresa brasileira especializada em testes genéticos para animais.

A história de Grizlle ajuda a explicar uma tecnologia que começa a ganhar espaço nos cuidados com cães e gatos. A partir de uma coleta bucal simples e indolor, o teste genético analisa o DNA do animal e identifica variantes associadas a predisposições a doenças, sensibilidades a determinados medicamentos e outras características que podem orientar o acompanhamento ao longo da vida.

O exame não diagnostica uma doença nem significa que o animal necessariamente desenvolverá determinada condição. A informação genética funciona como um sinal de atenção que deve ser interpretado pelo médico-veterinário em conjunto com o histórico do pet, a avaliação clínica, os exames de rotina e fatores como idade, alimentação, peso e estilo de vida.

Teste genético para pets amplia as possibilidades de cuidado preventivo

Diferentemente de exames que mostram como o organismo está em um momento específico, o teste genético pode ser realizado apenas uma vez, porque o DNA permanece o mesmo durante toda a vida. Quanto mais cedo as informações são conhecidas, maior é o período disponível para que o responsável e o médico-veterinário discutam formas de acompanhamento e cuidados preventivos.

Os painéis disponíveis atualmente podem avaliar predisposições relacionadas a condições cardíacas, renais, neurológicas, oftalmológicas e oncológicas, entre outras. Um resultado que indique maior risco para determinada doença pode levar o médico-veterinário a recomendar atenção a sinais específicos ou exames periódicos direcionados. As decisões, no entanto, dependem sempre da avaliação individual do animal.

“O teste genético não prevê o futuro nem determina que uma doença irá acontecer. Seu valor está em oferecer uma informação que antes não estava disponível. Quando conhecemos uma predisposição, podemos conversar com o médico-veterinário sobre quais sinais observar, quais exames podem ser acompanhados e quais aspectos da rotina merecem mais atenção. É uma forma de transformar conhecimento em cuidado antecipado”, explica Eduardo Lemos, fundador e CEO da Petgenoma.

Genética também pode orientar o uso de medicamentos

Outra aplicação é a farmacogenética, área que estuda como as características do DNA podem influenciar a resposta do organismo a determinados medicamentos. Alguns animais apresentam variantes associadas a maior sensibilidade ou a uma forma diferente de metabolizar certos fármacos. Conhecer essa informação pode ajudar o médico-veterinário a avaliar com mais cuidado as alternativas disponíveis em situações como tratamentos contínuos, cirurgias e procedimentos anestésicos.

“Cada animal pode responder de maneira diferente a um mesmo medicamento. A farmacogenética acrescenta uma informação individual ao processo de decisão, permitindo que o médico-veterinário considere possíveis sensibilidades ao definir um tratamento. Não se trata de indicar automaticamente um medicamento ou uma dose, mas de oferecer mais um dado para uma escolha clínica fundamentada e personalizada”, afirma Lemos.

Como o responsável pode fazer o teste genético do pet

O responsável recebe em casa um kit acompanhado das orientações para a coleta bucal, que pode ser feita sem agulhas e sem sedação. O material é enviado ao laboratório da Petgenoma, localizado na Universidade de São Paulo (USP), onde o DNA passa por análises genéticas e bioinformáticas. Segundo a empresa, o relatório fica disponível em até 15 dias úteis após o recebimento da amostra.

Para Arthur Silva, gerente regional de Diagnósticos de Precisão para a América Latina na QIAGEN, companhia que fornece as tecnologias usadas na coleta e na extração do DNA, parece um detalhe, mas a qualidade do resultado começa na fricção do coletor na bochecha do animal.

“Se a amostra rende pouco material ou chega degradada, o laboratório não consegue analisar e o tutor precisa repetir a coleta. O coletor e a química de extração contribuem para que essa etapa não seja o ponto fraco do exame”, aponta.

Os testes contemplam mais de 300 riscos genéticos à saúde em cães e mais de 90 em gatos, além de informações sobre farmacogenética. Dependendo da modalidade escolhida, também podem apresentar dados sobre composição racial, características físicas e comportamentais, consanguinidade, parentesco, predisposição à obesidade e riscos oncológicos.

“A comparação com a vacina ajuda a mostrar como precisamos ampliar a ideia de prevenção. A vacinação protege contra doenças infecciosas específicas; o teste genético oferece informações que podem apoiar o acompanhamento de riscos hereditários e condições crônicas. São ferramentas diferentes, que não se substituem, mas que contribuem para uma mesma mudança de olhar: cuidar da saúde antes que um problema apareça”, acrescenta Eduardo Lemos.

Para Eduardo, a principal contribuição da tecnologia está justamente na possibilidade de dar às famílias informações que ele não teve quando cuidava de Grizlle.

“Não é possível afirmar que um teste teria mudado a história dele. Mas aquela perda me fez pensar em quantos animais poderiam ser acompanhados de maneira diferente se seus responsáveis e veterinários conhecessem alguns riscos com antecedência. A Petgenoma nasceu desse desejo de tornar a genética acessível e útil para ajudar os pets a viverem mais e melhor”, conclui.

Os testes para cães e gatos estão disponíveis para responsáveis de todo o Brasil no site da Petgenoma.

 

Sobre a QIAGEN

A QIAGEN é uma multinacional alemã, especialista em tecnologia para diagnósticos moleculares. Com mais de 5.700 colaboradores distribuídos em 25 países, a empresa oferece um portfólio de mais de 500 produtos entre kits consumíveis, instrumentos e bioinformática, que atendem às diversas necessidades globais, desde pesquisas acadêmicas a aplicações de saúde de rotina. Para mais informações, acesse: https://www.qiagen.com/us/

Sobre a Petgenoma

A Petgenoma é uma empresa brasileira de genética e tecnologia dedicada a transformar informações do DNA em conhecimento para apoiar a saúde, o bem-estar e a longevidade dos animais. Com laboratório localizado na Universidade de São Paulo (USP), reúne especialistas em genética, bioinformática, tecnologia e análises laboratoriais e atende responsáveis, médicos-veterinários e criadores em todo o Brasil.

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