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“Tarcisão” ridiculariza o ensino ao retirar professores de alunos especiais

A determinação do governo do Estado de São Paulo de retirar das escolas os professores auxiliares, que ajudavam os alunos com deficiências e Transtorno do Espectro Autista (TEA), está preocupando os pais, além de ridicularizar o ensino público. Eles são contrários a essa medida que causará danos aos estudantes e prejuízo educacional e, no dia 22, fizeram protesto pacífico em Mogi das Cruzes.

Sensível ao tema, o vereador mogiano Johnny Fernandes da Silveira (Avante), o Johnny da Inclusão, o único edil que abraçou essa causa inclusiva na história da cidade, prepara ofício que será encaminhado ao gabinete do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e ao secretário de Estado da Educação, Renato Feder, pedindo explicações sobre a iniciativa. O parlamentar disse à reportagem do Jornal Impresso Brasil (JIB) que tem recebido, em seu gabinete, a manifestação dos pais atípicos que estão apavorados com essa conduta do governador, que é questionada por eles.

A advogada Fabíola Prince Arias, que também é mãe atípica, atendeu o veículo de comunicação e falou do assunto polêmico que afeta o aprendizado dos estudantes, visto que esse auxílio é fundamental para eles se desenvolverem no dia a dia.

Ela diz que a sociedade deve se organizar para que os direitos dos estudantes não sejam violados com a atual medida governamental.

O outro lado:
Para que a reportagem pudesse ser finalizada, o JIB entrou em contato com a assessoria de imprensa do governo estadual para que se manifestasse sobre o clamor dos pais contrários à essa decisão que afeta, também, todas as cidades do Alto Tietê e os alunos em idade escolar. Em nota encaminhada à Redação, a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc) disse que a medida tem o objetivo de melhorar o aprendizado. “A mudança tem por objetivo aumentar a oferta de atendimento aos alunos, criando um ambiente de cuidado, inclusivo e favorável ao desenvolvimento pessoal e de aprendizagem de cada estudante. Na prática, cada Profissional de Apoio Escolar para Atividades Escolares (PAE-AEs) assumirá o atendimento, conforme o grau de suporte do estudante. Os professores auxiliares não reconduzidos para a função da PAE-AEs poderão atribuir aulas, conforme cronograma e critérios estabelecidos pela Seduc”.

Classificação:
Os profissionais da educação atendem aos casos designados por classificações. Grau 1: Cada PAE-AE pode ficar responsável por até cinco estudantes com grau de suporte nível 1. Neste caso, os alunos podem estar, inclusive, em turmas separadas.

Grau 2: Cada PAE-AE pode atender até, no máximo, três estudantes com grau de suporte nível 2, todos na mesma sala. Se a classe também tiver alunos com grau nível 1, o PAE-AE pode apoiar os três alunos nível 2 e até dois alunos nível 1, totalizando cinco estudantes por profissional.

Grau 3: No caso de estudantes com nível de suporte 3, cada PAE-AE pode atender um ou no máximo dois alunos.

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