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Prisão preventiva de Deolane é mantida por unanimidade no STJ

A Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu, por unanimidade, manter a prisão preventiva da influenciadora Deolane Bezerra. O colegiado acompanhou o voto do ministro Ribeiro Dantas, relator do habeas corpus apresentado pela defesa, e rejeitou o pedido de revogação da medida durante julgamento realizado nesta terça-feira (9).

Ao analisar o caso, o ministro entendeu que os argumentos apresentados pela defesa não afastam os motivos que justificaram a prisão. Entre os pontos citados estavam a inexistência de risco de fuga, o retorno voluntário de Deolane ao Brasil e suas condições pessoais favoráveis. Segundo Ribeiro Dantas, tais fatores não são suficientes para substituir a prisão preventiva por medidas cautelares alternativas diante dos indícios apontados na investigação.

O magistrado também destacou que o fato de a influenciadora ser mãe de uma criança de 10 anos não garante automaticamente o benefício da prisão domiciliar. De acordo com ele, a legislação prevê exceções que permitem a manutenção da prisão mesmo em situações envolvendo responsáveis por menores de 12 anos.

Além de negar o pedido da defesa, os ministros recomendaram maior rapidez na tramitação do processo na Justiça de primeira instância, em São Paulo. Deolane permanece detida na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior do estado.

A influenciadora é investigada em uma operação conduzida pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro relacionado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Também foram alvo das investigações Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, e familiares dele.

Segundo os investigadores, Deolane teria desempenhado papel relevante na ocultação da origem de recursos atribuídos à organização criminosa, utilizando sua exposição pública, atividades empresariais e movimentações patrimoniais para conferir aparência de legalidade aos valores. A apuração aponta ainda vínculos pessoais e comerciais com um suposto gestor ligado a uma transportadora de Presidente Venceslau, empresa já investigada por suposta ligação com o braço financeiro da facção.

As autoridades afirmam que a influenciadora passou a ocupar posição central nas investigações após a identificação de movimentações financeiras consideradas expressivas, supostas incompatibilidades patrimoniais e indícios de relacionamento com integrantes da cúpula do grupo criminoso. Por determinação judicial, mais de R$ 327 milhões em bens e valores foram bloqueados, além do sequestro de 17 veículos de luxo e quatro imóveis ligados aos investigados. A operação também resultou na decretação de seis prisões preventivas.

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