As polêmicas não param de crescer para Gianni Infantino. O presidente da FIFA tem estado no centro das atenções desde que tentou vender partes da Copa do Mundo a investidores privados, mas, neste sábado, uma nova história divulgada pela imprensa internacional promete dar o que falar.
Tudo porque, segundo uma investigação do The Telegraph, quando o ítalo-suíço era secretário-geral da UEFA, ele teria pago uma quantia de seis dígitos — ou seja, superior a 100 mil euros — a uma suposta ex-amante de Infantino para que ela estudasse em uma escola de negócios, depois de já ter deixado a organização.
Mas o escândalo não termina aí. Gianni Infantino teria concedido várias promoções à mulher dentro da UEFA enquanto mantinha um relacionamento com ela. A UEFA já se manifestou por meio de um comunicado, alegando que o pagamento de fato foi realizado e que tinha conhecimento das alegações de que Infantino mantinha um relacionamento com a mulher. Por isso, a entidade teria reforçado as regras sobre esse tipo de situação, de forma a “refletir uma organização mais moderna e de alto nível”.
A nova revelação deverá aumentar ainda mais a pressão sobre o atual presidente da FIFA, que tenta reunir as condições necessárias para permanecer no comando da entidade que administra o futebol mundial.
A mesma publicação afirma que Infantino, que é casado e tem quatro filhos, realmente manteve um relacionamento com essa mulher. Segundo informações obtidas junto a ex-colegas e antigos membros da diretoria da UEFA na época, teria sido o próprio Infantino quem garantiu que a suposta amante deixasse a organização com um pagamento elevado de pelo menos seis dígitos.
Gianni Infantino já reagiu e fala em “difamação”
Apesar da investigação, o presidente da FIFA negou veementemente qualquer acusação ou alegação relacionada ao caso, tanto sobre um possível relacionamento quanto sobre um pagamento feito pela UEFA.
“O presidente da FIFA, Gianni Infantino, nega veementemente essas alegações, que são categoricamente falsas. Qualquer insinuação de conduta inadequada ou violação de estatutos ou regulamentos constitui difamação”, afirmou um porta-voz do presidente da FIFA.
“Nenhum funcionário da UEFA ou da FIFA apresentou qualquer reclamação sobre o comportamento do senhor Infantino, uma vez que nunca houve qualquer incidente envolvendo-o. Todas as medidas da organização relacionadas aos funcionários, incluindo quaisquer desligamentos e indenizações por rescisão contratual, sempre foram aprovadas pelos diretores competentes, em conformidade com todos os regulamentos aplicáveis”, completou.
Ainda assim, o The Telegraph afirma que o suposto relacionamento teria sido mantido com a então secretária de Infantino, que acabou promovida a cargos de chefia enquanto os dois mantinham o relacionamento. A publicação também relata que ela foi questionada pelo então presidente da UEFA, Michel Platini, que teria chegado a um acordo para demitir a funcionária mediante um pagamento.
O acordo também incluía um curso em uma escola de negócios que cobra cerca de 45 mil libras por ano — aproximadamente 52,5 mil euros. Segundo a publicação, o dinheiro poderia ter sido utilizado para melhorar as condições do futebol mundial. Além disso, Gianni Infantino teria usado sua influência para colocar a suposta amante em um cargo semelhante em uma organização com atuação parecida à da UEFA.
Leia Também: Morre pai de Lionel Messi aos 68 anos na Argentina