Cercado por muitas polêmicas, a Prefeitura de São Paulo decidiu esta semana que começará, em breve, a adotar um modelo em que a gestão de algumas escolas municipais será feita por meio de entidades privadas. Conforme declaração do secretário municipal da Educação, Fernando Padula, a intenção é que três unidades a serem inauguradas, duas na Zona Sul e uma na Zona Norte, sirvam de teste para a expansão da proposta em toda a cidade.
O secretário explicou que elas vão adotar o modelo “porteira fechada”, em que determinado valor será repassado, cabendo as empresas ficarem responsáveis, entre outros pontos, pela contratação de professores e funcionários e o cuidado com a manutenção dos prédios. Questões como a entrega de uniformes, materiais escolares e didáticos e as diretrizes curriculares continuariam sob a égide do poder público.
Ainda segundo Padula, o padrão a ser empregado é o mesmo das Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e hospitais. Contestado pela oposição, a medida já entrou na mira do Tribunal de Contas do Município (TCM). Na terça-feira (3), o conselheiro Eduardo Tuma, cobrou explicações do Executivo em questões como o critério de escolha, além de possíveis impactos negativos.