Dados do Estado confirmam: Ferraz continua no mapa da criminalidade

A cidade de Ferraz de Vasconcelos continua no mapa da criminalidade conforme dados da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP). Levantamento constata que a criminalidade continua em alta na cidade, principalmente se tratando de crimes como roubos de veículos, furtos em geral, estupro, entre outros crimes que poderiam ser reduzidos caso houvesse políticas públicas na área de segurança.

O município que faz parte da Região Metropolitana de São Paulo, com 185 mil habitantes, conforme estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), para o ano de 2025, continua sendo uma cidade do medo.

Recentemente, uma postagem de um influencer nas redes sociais mostrava a cidade como “medonha”, onde “o filho chora e a mãe nem ouve”. Ele também relatava que no período da noite, andar pelas ruas escuras é pedir para ser assaltado, além de roubos e outros que ocorrem diariamente.

No levantamento feito pela reportagem do Jornal Impresso Brasil (JIB), constatou-se que a cidade, só nesses quatro primeiros meses do ano de 2025, registrou 56 veículos roubados: 9 no primeiro mês do ano, 13 em fevereiro, 18 em março e 16 em abril. “Temos muito medo de deixar o carro na rua, aqui não é seguro e nos causa pânico”, comentou Márcia Teodoro, 44 anos, secretária.

Neste ano, ainda ocorreram 445 furtos diversos, causando preocupação aos cidadãos ferrazenses que esperam mais atitudes do poder público. “É inadmissível uma cidade que cobra impostos caríssimos e não disponibiliza segurança como deveria ser dado aos seus moradores”, lamentou Raquel Santos, 35 anos, dentista.

O pesadelo ainda continua: foram só nesses quatro primeiros meses 15 casos de estupro de vulnerável e quatro homicídios dolosos.

A gente vê a precariedade no sistema de segurança, também vê a falta de equipamentos para os GCMs e a falta de empenho junto ao governo do Estado para melhorar a quantidade de policiais militares e civis, além de outras operações que inibiriam a criminalidade”, criticou Mário Alencar, 54 anos, empresário.

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