O prefeito de Bertioga Marcelo Vilares (União), conhecido como Marcelão, quis fazer média com a desgraça alheia que um dia ele próprio fez parte ao gravar um vídeo dando explicações do que iria fazer no espaço onde fica a Arena do Bem (Arena de Eventos), hoje, conhecida como “Arena Morta”. Em razão da atual gestão manter o local abandonado que fica localizada no bairro Albatroz, quando desabou na manhã de 23 de junho de 2025, devido a fortes rajadas de vento que atingiram o litoral paulista chegando até 66 km/h.
A estrutura cedeu de forma repentina quando não havia público no local. A área foi isolada pela Defesa Civil e pela Guarda Civil Municipal (GCM).
A Prefeitura de Bertioga informou que a obra estava no período de garantia contratual e que os reparos não gerariam custos extras para a administração.
Essa pelo menos era a ideia até o momento, porém, recentemente, o cidadão Valdizar Albuquerque gravou um vídeo denunciando o prefeito e a gestão por gastos desnecessários com uma empresa de segurança. “Se precisa manter vigilância patrimonial, a prefeitura tinha que ter ajuizado o processo para que a responsável pela construção arque com os custos e não fazer isso com o dinheiro do povo”, protestou.
Valdizar ainda questiona as finanças da prefeitura, haja vista que o prefeito se defende nos bairros alegando não ter dinheiro. “Para uma municipalidade que diz que a prefeitura está quebrada”, questiona.
Contrato:
A Prefeitura de Bertioga por meio do prefeito Marcelão, fez contrato emergencial com uma empresa especializada na prestação de serviços de vigilância patrimonial diurno e a noite durante 24 horas, num prazo de seis meses no valor de R$ 1,345 milhão, ou seja, quase R$ 225 mil por mês.
Em um de seus vídeos, em frente à Arena, Marcelão disse que estão trabalhando para não deixar que a conta do que ocorreu fique para os bertioguenses. Na verdade, ele disse isso somente no vídeo, porque, na realidade, quem acaba pagando é o povo por meio da contratação de uma empresa de forma desnecessária, sendo que a GCM poderia fazer rondas ao redor da arena sem que houvesse custos ou fosse mexido no bolso da população, como o que fez Marcelão na contratação da empresa de segurança no valor de R$ 1,345 milhão.
Lembrando que o contrato com a empresa que fez a arena está acordado para refazer o serviço.