Quem vê a foto abaixo acha que em Bertioga tudo é bonito e lindo. Até parece o paraíso do Litoral Paulista, ainda mais com essa vista por cima do Riviera São Lourenço, espaço super valorizado em seu metro quadrado. Talvez Bertioga realmente seja para ricos, haja vista as cobranças que estão sendo feitas por meio do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), que chega nas residências através dos carnês com valores absurdos que estão sendo cobrados em alguns bairros da cidade, cujo valor, justifique algumas imagens postadas pela administração pública.

A prefeitura mais uma vez foi procurada para falar sobre o assunto: questionamos se teve aumento no imposto, em quais os locais, qual a porcentagem do reajuste, enfim, não quis se manifestar. Como de praxe, a assessoria de imprensa da Prefeitura de Bertioga, na direção de Juliana Nakagawa, responsável pela Comunicação do órgão público, não respondeu os questionamentos feitos pela reportagem, aliás, são várias perguntas que a assessoria não responde, uma sensação de que algo muito estranho ocorre na cidade, sem que ao menos, seja apurado pela Câmara Municipal através de seus vereadores que nas sessões, trabalham como se Bertioga fosse o paraíso do litoral paulista, como se não houvesse problemas.
Moradores de vários bairros em conversa com a reportagem acharam estranho o reajuste no IPTU. Alguns disseram que pagavam R$ 700,00, agora, dobrou o valor e outros não entenderam o reajuste de quase 30%. São inúmeras reclamações sem resposta. “O prefeito Marcelão (Marcelo Vilares – União) age como ditador, não aceita ser questionado, e, mesmo sabendo, os vereadores se calam”, protestou Arnaldo Santos, 45 anos, residente no Indaiá.
Também Célia Aparecida, 39 anos, residente no Rio da Praia, lamentou o reajuste absurdo proposto pela gestão. “O prefeito não quer nem saber, quer arrecadar as custas de nós, moradores, falta um prefeito em Bertioga”, lamentou. Já o mecânico João Theodoro, 58 anos, morador no bairro Vicente de Carvalho, disse que agora se paga mais e os problemas continuam. “A falta de água continua, as ruas estão esburacadas, prejudicando os carros e pedestres, faltam medicamentos nos postos e consultas são demoradas e o prefeito só quer cobrar impostos, aumentando de forma injusta”, desabafou.
Crime:
O prefeito Marcelão comete crime previsto na Lei de Acesso à Informação (LAI), ao não disponibilizar dados no site da prefeitura e também crime contra a liberdade de imprensa e de expressão aos pedidos solicitados pelo Jornal Impresso Brasil (JIB), além de esconder informações como quantidade de multas aplicadas aos motoristas, locação de imóveis, gastos com publicidade, reajuste no IPTU, entre outras demandas que foram questionadas e não respondidas.