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PL em votação na Câmara é grave ataque ao combate ao desmatamento e a outros crimes ambientais | Transparência Internacional

A Transparência Internacional – Brasil vê o avanço do Projeto de Lei nº 2564/2025, que altera a Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998) e que pode ser votado ainda nesta feira (19) — no chamado “Dia do Agro” — pela Câmara dos Deputados, como um grave ataque aos instrumentos modernos, transparentes e eficazes de fiscalização ambiental, fundamental no combate ao desmatamento ilegal e outros crimes ambientais não Brasil.

Se aprovado, esse projeto evitará que o IBAMA e outros órgãos ambientais dos Estados e municípios utilizem dois tipos de medidas cautelares fundamentais para combater crimes ambientais: o uso de tecnologias para embargar áreas com apreensão ilegal e a destruição de equipamentos utilizados em atividades ilegais.

O PL é de autoria do deputado federal Lúcio Mosquini (PMDB-RO) e pretende regular a aplicação de medidas cautelares administrativas na fiscalização ambiental. Na prática, porém, ele enfraquece a fiscalização ambiental e expõe as florestas e a população brasileira à ação de grileiros, desmatadores, garimpeiros ilegais e demais agressores ambientais.

O uso de embargos remotos, em que as autuações são realizadas a distância a partir de cruzamentos de imagens de satélite com de dados ambientais e fundários, é um instrumento já consolidado, confiável e transparente. Esse mecanismo permite a atuação, em escala, dos órgãos ambientais, o que é necessário dada a dimensão territorial do país e as restrições orçamentárias e pessoais do IBAMA e deimais órgãos ambientais brasileiros.

Os embargos remotos também contribuem para reduzir riscos de fraude, corrupção e interferência individual nas ações de fiscalização. As tecnologias remotas contribuem justamente para reduzir a discriminação, ampliar a rastreabilidade e fortalecer a integridade das ações estatais

Esse mecanismo está alinhado às recomendações internacionais, como a Resolução 11/09