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Pesquisadores da Universidade Queen Mary, em Londres, emitiram um alerta urgente sobre o crescimento alarmante no número de mortes relacionadas a um conservante de alimentos. O estudo, publicado na revista científica BMJ Public Health, aponta que a substância tem sido adquirida online por jovens familiarizados com tecnologia, impulsionada por fóruns que disseminam métodos de autolesão.
Dados Alarmantes e Subnotificação
A equipe de pesquisadores analisou minuciosamente mais de 160 casos de pessoas que faleceram com a substância no sangue entre março de 2019 e agosto de 2024. Os dados foram fornecidos por médicos legistas, patologistas forenses e forças policiais.
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Níveis Toxicológicos: Em 87% dos casos, a concentração do produto no sangue era 100 vezes maior do que o esperado fisiologicamente, o que “sugere que a ingestão do produto químico foi intencional”.
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Perfil das Vítimas: O estudo registrou uma prevalência maior entre homens (109 casos) do que em mulheres (52 casos).
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Distribuição Geográfica: A maioria dos registros veio de Londres, do sudeste da Inglaterra, Irlanda e Midlands. Os especialistas ressaltam, porém, que isso pode ocorrer porque os legistas nessas áreas estão mais atentos à substância, e não necessariamente porque o número de casos seja menor em outras regiões.
Os cientistas alertam que os números apresentados são, provavelmente, uma “subestimativa substancial” da realidade, uma vez que o teste para detectar esse conservante específico não é obrigatório em todas as investigações de mortes suspeitas.
O Papel da Internet e da Tecnologia
O aumento das fatalidades coincide com a facilidade de acesso a informações online. Segundo o estudo, jovens “tech-savvy” (domadores de tecnologia) encontram detalhes sobre como obter e usar o produto em sites que, muitas vezes, camuflam o conteúdo nocivo sob o pretexto de oferecer “apoio à saúde mental”.
A professora Amrita Ahluwalia, líder da pesquisa e especialista em farmacologia vascular, classificou os achados como “profundamente perturbadores”.
“Nossa pesquisa deixa claro por que passos urgentes são necessários para regulamentar o acesso a este produto químico e para reduzir a propagação de informações prejudiciais sobre ele na internet”, afirmou a professora.
Falhas na Legislação e Fiscalização
No Reino Unido, a lei exige que os vendedores notifiquem as autoridades sobre qualquer compra considerada suspeita dessa substância. No entanto, o estudo afirma que não está claro com que frequência esses relatórios são realmente feitos, permitindo que o produto continue circulando sem o devido controle.
Legistas britânicos já vinham pressionando o governo por ações mais contundentes após confirmarem que diversas mortes estavam ligadas a compras feitas pela internet. O estudo agora estabelece de forma “inequívoca” que o uso dessa substância como método de suicídio no país é substancial e exige uma resposta governamental imediata.
Canais de Apoio
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