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Pastor é indiciado após dizer que Erika Hilton não é mulher

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) concluiu, em 02 de julho, um inquérito que investigava publicações e discursos do pastor Flávio Amaral, acusado de cometer crime de homotransfobia. Segundo a apuração da Delegacia Especial de Repressão aos Crimes por Discriminação Racial, Religiosa ou Orientação Sexual (Decrin), o religioso teria feito declarações consideradas discriminatórias contra pessoas LGBTQIA+ nas redes sociais e em palestras públicas.

Em uma das falas investigadas, Amaral mencionou diretamente a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), afirmando que ela “não era incluída no Dia das Mulheres, pois mulher não vira mulher, mulher nasce mulher”. Além disso, a investigação aponta que o pastor utilizou textos bíblicos para se referir a pessoas LGBTQIA+ como “filhos da ira e da perdição” e veiculou conteúdos que, segundo o inquérito, caracterizam preconceito motivado por orientação sexual ou identidade de gênero.

O pastor foi indiciado por crimes resultantes de preconceito, conforme previsto na legislação brasileira. O caso foi encaminhado ao Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), que agora deve analisar a denúncia e decidir se oferece ação penal. Em caso de condenação por todos os delitos apontados, Amaral pode ser sentenciado a uma pena que varia de 6 a 15 anos de reclusão.

Brasiliense de origem, Flávio Amaral reside atualmente no município de Itanhaém, no litoral de São Paulo. Em seu perfil nas redes sociais, ele se identifica como “missionário e pastor, liberto da homossexualidade”.

Durante o inquérito, Amaral prestou depoimento à polícia e declarou que seus comentários foram motivados por “questões pessoais”. A equipe de reportagem tentou contato com o pastor para comentar o caso, mas não obteve resposta até a última atualização desta matéria.

Paralelamente, o pastor também é alvo de outra investigação conduzida pelo Ministério Público (MP), relacionada à denúncia de transfobia e tortura. O procedimento foi iniciado após representação da deputada Erika Hilton e da vereadora de São Paulo Amanda Paschoal, ambas do PSOL.

As parlamentares assinaram um documento após o suicídio de uma jovem trans de 22 anos, que, segundo o portal G1, passava por um processo de “destransição” sob orientação do pastor.

Atualmente, tanto Erika Hilton quanto Amanda Paschoal também são investigadas pela Justiça Federal por suspeitas envolvendo um contrato de segurança privada com recursos públicos. O caso tramita na 20ª Vara Federal Cível do Distrito Federal e envolve a empresa Mapi Consultoria em Sistemas de Segurança, que, segundo o processo, não possui autorização da Polícia Federal para atuar na área de segurança privada.

O desfecho das investigações sobre o pastor Flávio Amaral dependerá da análise do MPDFT e da eventual abertura de ação penal com base no indiciamento feito pela Decrin.

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