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Parada LGBTQIA+ de SP critica “onda conservadora” e vê ameaça a direitos conquistados

A organização da 30ª Parada do Orgulho LGBTQIA+ de São Paulo, realizada neste domingo (7) na Avenida Paulista, manifestou-se contra um projeto de lei em tramitação na Câmara Municipal que restringe a participação de crianças e adolescentes em eventos do gênero. Em nota enviada à imprensa, os organizadores afirmaram que as tentativas de limitar a presença de jovens e retirar o evento das vias públicas representam um ataque à liberdade de expressão, ao direito de ocupação da cidade e à diversidade da sociedade brasileira.

A manifestação ocorre após a Câmara Municipal de São Paulo aprovar, em 1º turno no dia 20 de maio, o Projeto de Lei 50 de 2025, de autoria do vereador Rubinho Nunes (União Brasil). O texto impede a participação de crianças e adolescentes em eventos públicos ou privados que “façam alusão ou fomentem práticas LGBTQIA+” , com menção específica à Parada do Orgulho LGBTQIA+, mesmo que haja autorização dos responsáveis. A proposta também veda a ocupação e a interdição de vias públicas para a realização desses eventos.

Em nota, a organização afirmou que a Parada “enfrenta quem tenta derrubá-la desde a primeira edição” e avaliou esse movimento como parte de “uma onda conservadora que busca promover o retrocesso de direitos conquistados” .

Os organizadores também declararam que a rua é “o espaço legítimo de manifestação” e que a educação para a diversidade deve incluir todas as gerações. Além disso, disseram que a Parada é um espaço de encontro entre “festa e cidadania” e que a imagem que prevalece neste domingo é a de “milhões de pessoas ocupando a cidade com cores, música, afeto e respeito” .

O evento, que teve como tema “30 anos Parada SP: A rua convoca, a urna confirma” , buscou relacionar mobilização nas ruas, participação política e defesa de direitos da população LGBTQIA+. Confirmaram presença para discursar nomes da esquerda, como o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (Psol-SP), e as deputadas federais Erika Hilton (Psol-SP) e Sâmia Bomfim (Psol-SP).

O projeto de lei ainda precisa ser aprovado em 2º turno pela Câmara Municipal e, em seguida, seguirá para sanção ou veto do prefeito Ricardo Nunes (MDB).

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