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Panelaço contra alexandre de Moraes é registrado em são paulo – Gazeta Brasil

Moradores de Santa Cecília, Higienópolis, Itaim-Bibi e Jardins bateram panelas e gritaram palavras de ordem contra o ministro na noite desta segunda-feira (14); sessão plenária que analisa abertura de investigação está marcada para terça (15). (Vídeo no final da matéria).

Moradores de diferentes bairros de São Paulo realizaram um panelaço na noite desta segunda-feira (14) contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Vídeos publicados nas redes sociais mostram moradores batendo panelas e entoando palavras de ordem contra o magistrado por volta das 20h30.

As manifestações foram registradas em bairros da região central, especialmente Santa Cecília e Higienópolis. Também houve relatos e vídeos nos Jardins, em especial no Jardim Paulistano, e no Itaim-Bibi, área nobre da capital. O panelaço no Itaim-Bibi durou pelo menos 10 minutos nas imediações da rua Jesuíno Arruda.

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Palavras de ordem

Entre os gritos registrados pelos vídeos estão “Moraes bandido”, “Fora Moraes” e “Fora PT”. Nas publicações que acompanharam as imagens, o protesto foi apresentado como uma manifestação contra a “corrupção no STF”.

Um dos usuários lembrou que, antes de assumir o cargo em Brasília, Moraes e sua família eram moradores dos Jardins e seguem como proprietários de imóveis no bairro.

Divulgação e repercussão

O protesto foi convocado nas redes sociais por simpatizantes da direita. O advogado Fabio Wajngarten, ex-secretário de Imprensa do governo Bolsonaro, divulgou o panelaço em sua conta no X. “Acabou a paciência do povo”, escreveu ele.

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O que é um panelaço

O termo panelaço vem do espanhol, grafado como cacerolazo ou cacerolada. É uma forma de protesto pacífico e barulhento em que manifestantes batem panelas, frigideiras, caçarolas e outros utensílios de cozinha para produzir ruído e expressar descontentamento político e social.

A prática é especialmente comum em apartamentos e casas, permitindo protestar sem sair às ruas, o que a torna segura em contextos de repressão ou isolamento, como na pandemia de Covid-19. O primeiro registro de um panelaço foi em 1971, no Chile, contra a escassez no governo de Salvador Allende. Na Argentina, tornou-se amplamente usado durante a grave crise de 2001, o “corralito”, quando a população saiu às ruas e janelas batendo panelas, contribuindo para a queda do presidente Fernando de la Rúa.

No Brasil, o panelaço foi usado nas Diretas Já, em 1984, durante os protestos de 2013 e contra os governos de Dilma Rousseff, Michel Temer e Jair Bolsonaro.

Contexto

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A manifestação ocorre um dia antes da sessão extraordinária do STF marcada para esta terça-feira (15), quando o plenário vai analisar se autoriza a abertura de uma investigação contra Moraes. O ministro é suspeito de ter atuado como interlocutor do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master, durante as investigações sobre fraudes na instituição.

A sessão foi convocada pelo presidente do STF, Edson Fachin, em meio à crise instalada na Corte. O julgamento vai discutir a validade do relatório da Polícia Federal que reuniu 52 mensagens trocadas entre Vorcaro e Moraes, além do pedido de nulidade apresentado pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

A PGR argumentou que o ministro André Mendonça não deveria ter solicitado apuração sobre o destinatário das mensagens do ex-banqueiro sem um pedido do Ministério Público ou da própria PF, e que a competência para decidir sobre a eventual apuração envolvendo Moraes é do plenário do STF.

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