O MPAM (Ministério Público do Estado do Amazonas) apresentou denúncia à Justiça contra dois homens acusados de matar e ocultar o corpo de um familiar. Os denunciados são o pai e o meio-irmão da vítima.
Segundo a acusação, o crime foi motivado pelo relacionamento amoroso do rapaz com a companheira do pai, que também é mãe do meio-irmão.
Pai só comunicou desaparecimento do filho após 11 dias do assassinato no Amazonas
De acordo com o inquérito policial, o crime aconteceu no dia 11 de abril de 2026.
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A ação ocorreu enquanto os envolvidos retornavam de uma balsa de garimpo em direção à cidade de Manicoré (AM).
O corpo da vítima não foi localizado pelas autoridades até o momento.
A denúncia apresentada pelo Ministério Público aponta que o pai aguardou 11 dias para registrar o desaparecimento do filho.
Testemunhas relataram que o pai já tinha conhecimento do envolvimento entre o filho e a companheira antes do desaparecimento.
Pessoas ouvidas na investigação afirmaram ter visto o pai, o meio-irmão e a vítima saindo juntos da balsa pela última vez.
A versão de que o rapaz teria sido deixado em um porto para se hospedar em um hotel não foi confirmada pelos investigadores.
Após o desaparecimento da vítima, a família vendeu a balsa de garimpo e mudou-se de forma repentina.
Caso agora deve avançar para coleta de novas provas
A denúncia foi oficializada na última quarta-feira (29/07) pela Promotoria de Justiça de Manicoré.
Nos autos, o MPAM solicitou ao Poder Judiciário que os dois homens sejam notificados oficialmente para responderem às acusações.
O órgão pede que o processo avance para a fase de coleta de provas e depoimentos e que, caso o juiz considere haver indícios suficientes, os acusados sejam submetidos a julgamento por um Tribunal do Júri.
O promotor de Justiça responsável pelo caso, Venâncio Antônio Castilhos de Freitas Terra, também solicitou a continuidade das buscas pelo corpo da vítima.
Além disso, o Ministério Público requereu que a polícia identifique o comprador da balsa de garimpo e busque eventuais comprovantes de repasses financeiros que teriam sido feitos à vítima.