Pense por apenas um minuto: “E se fosse eu que precisasse de sangue para viver?”. Este é o problema. Poucos conseguem se imaginar nessa situação porque nunca precisou de transfusão. Mas essa é a realidade de milhares de pacientes com doenças graves, que dependem de transfusões regulares, ou daqueles com hemorragias que precisam de sangue em emergências ou cirurgia.
Se as pessoas que estão bem de saúde não saírem de casa e gastarem apenas uma hora do seu dia para ir ao Hemocentro doar, quem está esperando do outro lado não tem alternativa. Sem a doação, o paciente fica sem o tratamento e sem o tratamento a chance de viver diminuiu dia após dia. Simples assim.
O Hemocentro pede doação de sangue há 35 anos, mas desde 2019 o número de doadores vem caindo. Em 2019 foram coletadas 107.651 bolsas de sangue; em 2020 foram 98.419; em 2021, 96.384; em 2022, 92.364; em 2023, 97.591; em 2024, 96.758; e em 2025, 94.866.Ressalta-se que junho, mês do doador de sangue e tradicionalmente um dos melhores meses em número de doações, este ano teve o índice mais baixo de todos os anos.
Nesta sexta-feira, dia 31 de julho de 2026, a situação do nosso estoque é esta: o tipo A- tinha apenas 4 bolsas (quando precisamos de 28), o AB- estava zerado e o B- também não tinha nenhuma bolsa. O O- tinha 7 bolsas, mas precisa de 61. Já o tipo O+ tinha 118 bolsas, quando o necessário para atender a demanda dos hospitais da nossa região são 302 bolsas.
Quem já doa e quem ainda não doa podem comparecer ao Hemocentro sede, neste sábado e domingo, das 7h às 12h30. No posto de coleta, na rua Quintino Bocaiúva, 470, das 7h30 às 12h30(sábado).