Orlando – palco para os parques da Disney – ficou em primeiro lugar nas vendas das operadoras associadas à Associação Brasileira das Operadoras de Turismo (Braztoa) no primeiro semestre de 2026 e repetiu a posição nas férias de janeiro, fevereiro e julho. A preferência coloca o destino da Flórida à frente de cidades como Paris, Roma, Buenos Aires e Santiago. Mas, entre um ingresso comprado e outro, há uma parte da viagem que dificilmente vem pronta: a comunicação.
A estrutura turística de Orlando facilita boa parte da experiência, com aplicativos, sinalização, reservas digitais e serviços voltados ao visitante internacional. Mesmo assim, falar inglês pode mudar a forma como o turista resolve situações simples ao longo do dia, especialmente quando precisa explicar algo, entender uma orientação ou tomar uma decisão sem intermediários, conforme explicam os especialistas da KNN, uma das maiores redes de idiomas do Brasil..
No hotel, isso pode acontecer ao pedir uma alteração na reserva ou informar um problema no quarto. No aeroporto, ao tentar localizar uma bagagem ou entender uma mudança no voo. Em restaurantes, ao explicar uma restrição alimentar. Nas compras, ao questionar uma cobrança ou uma condição de troca. São conversas curtas, mas que exigem rapidez de compreensão e alguma segurança para responder.
“Em destinos muito visitados por brasileiros, existe a impressão de que será possível resolver tudo em português ou pelo celular. Muitas vezes isso funciona. O problema aparece quando a situação exige uma explicação mais específica ou uma resposta imediata. É aí que o inglês deixa de ser um conhecimento complementar e passa a ter uma função muito prática”, afirma Reginaldo Kaeneêne, CEO e fundador da KNN Idiomas.
Segundo o executivo, quem tem viagem marcada não precisa concentrar os estudos em decorar dezenas de frases. Uma preparação mais funcional pode partir de ações que provavelmente serão necessárias no destino: pedir ajuda, confirmar horários, solicitar que alguém repita uma informação, explicar uma necessidade ou perguntar quais alternativas estão disponíveis.
“Para aprender inglês pensando em uma viagem, é mais produtivo fazer um curso e treinar situações do que tentar prever todas as frases que alguém poderá dizer. O viajante precisa saber reagir. Às vezes, compreender palavras-chave, pedir que a pessoa fale novamente ou conseguir reformular uma pergunta já resolve a situação”, explica Reginaldo.
Também, junto com as aulas, é possível antecipar parte desse contato antes mesmo de embarcar. Sites de atrações, cardápios, vídeos de parques, avaliações de hotéis e conteúdos produzidos por moradores ajudam o estudante a reconhecer termos que encontrará no destino. O exercício aproxima o idioma da viagem real e expõe o ouvido a diferentes formas de pronúncia e velocidade de fala.
Para Reginaldo, a importância do curso de inglês se torna mais evidente quando o aluno associa o conteúdo a uma experiência. “Quando existe uma viagem no calendário, o estudante começa a enxergar onde vai usar o que aprendeu nas aulas.”, afirma.