Na insanidade que virou o Brasil, agora temos também o ‘fiscal’ que corneta para quem o brasileiro está torcendo para ganhar a Copa do Mundo de 2026. Qualquer escolha, entre os semifinalistas, vale.
Eu vou com a Espanha, primeiro por ascendência, questões familiares. E também por ser um fã da ideia de jogo coletivo que os espanhóis têm há quase 20 anos.
Mas vale amar os franceses pelos seus craques geniais. Assim como torcer para a Inglaterra quebrar um tabu de 60 anos e celebrar Kane e Bellingham.
Anos atrás, seria difícil encontrar quem escolhesse a Argentina. Só que os brasileiros adoram Messi. E invejam a raça dos argentinos para viradas épicas, sonhando que os jogadores do time de Carlo Ancelotti fizessem (ou façam) o mesmo. Tem bairro em São Paulo até com uma multidão se reunindo para empurrar o time do gigante Lionel Scaloni.
Mas não custa lembrar que, pelas barbaridades que acontecem fora do campo, torcer para a Argentina é correr o risco de ver campeão alguém que faz praticamente tudo errado no futebol.
A AFA, a federação argentina, sofre várias investigações por transações financeiras mais que suspeitas.
O Campeonato Argentino muda de formato como Messi muda de chuteiras. As regras de disputa são esdrúxulas. Rebaixamentos são cancelados. O nono lugar vai para a Libertadores, enquanto o terceiro vai para a Sul-Americana.
Os estádios argentinos são quase todos sucateados. A violência das torcidas organizadas amedronta como em poucos lugares do mundo. O país faz muito pouco para combater o odioso racismo de alguns de seus torcedores. Um dos reflexos disso é que os times argentinos hoje nem de perto competem com os brasileiros pelo título da Libertadores.
A seleção argentina me emociona. Já o futebol argentino deveria envergonhar até Messi.