Depois da operação “Publicanos”, na semana passada, para o combate de fraudes tributárias, dessa vez as autoridades de Guarulhos voltaram suas atenções à GRU Airport, responsável por administrar o aeroporto de Cumbica. Um verdadeiro “exército” esteve presente no local na manhã de quarta-feira (6), incluindo o prefeito, Lucas Sanches (PL).
Batizada de “Caixa-Preta”, ela visa combater supostas sonegações praticadas pela empresa desde 2013, um ano após começar a gerir o maior terminal aéreo do país.
A concessionária deixou de recolher aos cofres valor estimado em R$ 2 bilhões em cobranças como o Imposto Sobre Serviços (ISS) e o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) em mais de uma década.
Ao lado do prefeito, oito secretários e oitenta fiscais vistoriaram algumas lojas e as áreas de check-in e embarque. Para as autoridades, tais espaços deveriam ser obrigados a pagar IPTU como outras áreas de comércio, caso dos shopping centers. Entre outras medidas, estacionamentos irregulares acabaram sendo fechados.
Em coletiva, foi declarada por Lucas que haveria uma colaboração da administradora, mas ela acabou desistindo de ajudá-los em cima da hora em atitude classificada por ele como um “desrespeito”.
“Porque a dona Maria lá no Pimentas, lá no Cumbica que tem um comércio tem que pagar seus impostos em dia, seu IPTU em dia e aqui há mais de doze anos não paga IPTU, ISS, através do Procon, buscamos através da administradora acesso as empresas que prestam serviço aqui dentro e infelizmente não deram a informação”, disse o chefe do executivo que concluiu dizendo: “Guarulhos não é mais terra sem lei”.
Por nota, a prefeitura esclareceu que a operação foi feita para apurar “falta de informações” e para “preservar os direitos do consumidor guarulhense”.