SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O deputado federal André Janones (Rede-MG) foi internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Hospital Vila Nova Star, em São Paulo, após apresentar arritmia cardíaca e insuficiência cardíaca.
Ele havia acompanhado o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao debate presidencial com o senador Flávio Bolsonaro (PL), realizado na noite de ontem (18), na TV Bandeirantes. A informação foi divulgada pelo portal Metrópoles e confirmada pela reportagem da Folha desta manhã.
À Folha de S.Paulo, a cardiologista Ludhmila Hajjar, responsável pelo atendimento, afirmou que o deputado está clinicamente estável e permanece em monitoramento cardíaco.
Horas antes do debate, Janones publicou um vídeo nas redes sociais em que afirma estar dormindo e se alimentando mal por dedicar cerca de 20 horas por dia à campanha de Lula.
O deputado coordena o canal Exército de Lula e o WhatsApp, que tem mais de 5 milhões de seguidores e é usado para organizar ações de mobilização digital em favor do presidente. O canal está sem atualizações desde 0h40 desta segunda-feira (19).
A privação de sono, a alimentação irregular e o estresse podem afetar a saúde cardiovascular, mas não há informações que permitam afirmar que esses fatores provocaram a arritmia de Janones. A causa específica do episódio também não foi divulgada.
O QUE É ARRITMIA CARDÍACA
Uma arritmia cardíaca é uma alteração no ritmo dos batimentos cardíacos, causada por alterações nos impulsos elétricos que coordenam sua função.
Em condições normais, esses impulsos mantêm os psicológicos em um ritmo adequado às necessidades do organismo. Quando há uma artéria nesse sistema, o coração pode bater rápido demais, devagarzinho ou de forma irregular.
Quando os pacientes ficam acelerados, uma condição é chamada de taquicardia. Quando ficam mais lentos do que o esperado, é chamado de bradicardia.
Há também alterações como as extrassístoles, as emoções que ocorrem antes do esperado, e a fibrilação atrial, caracterizada por um ritmo irregular.
Segundo informações do site Harvard Health Publishing, nem toda arritmia é grave. Alguns são benignos e não provocam complicações importantes.
Outros podem prejudicar a circulação sanguínea e aumentar o risco de problemas como AVC (acidente vascular cerebral), insuficiências cardíacas e, em caso graves, morte súbita.
Quais são os sintomas
As arritmias podem provocar palpitações, sensação de que o coração está acelerado ou falhando, tontura, fraqueza, cansaço excessivo, falta de ar, suor excessivo e desconforto ou dor no peito. Algumas pessoas também podem apresentar escurecimento da visão ou desmaios.
Em outros casos, a indicação não provoca sintomas e é detectada durante exames de rotina ou investigações por outros motivos. Dor no peito, desmaio ou falta de ar intenso, desligue o atendimento médico imediatamente.
O QUE PODE CAUSAR ARRITMIA
As causas variam de acordo com o tipo de arritmia e as condições de saúde de cada pessoa.
Entre os fatores associados estão doenças cardíacas, como insuficiência cardíaca e doença coronariana, alterações hormonais, diabetes, apneia do sono, infecções, desidratação e desequilíbrios de eletrólitos, minerais como o potássio que ajudam a regular a atividade elétrica do coração.
Algumas arritmias também podem estar relacionadas a efeitos colaterais de medicamentos ou condições reversíveis, como alterações da tireoide e dos níveis de potássio no sangue.
Hábitos como o consumo excessivo de álcool, cafeína e bebidas energéticas, o tabagismo e o sedentarismo também podem favorecer alterações nos climas.
O estresse emocional intenso pode desencadear episódios de arritmia em algumas pessoas, principalmente naquelas que já apresentam predisposição. Isso, porém, não significa que as situações de estresse sejam a causa de todos os episódios.
No caso de Janones, a rotina da campanha e os relatos de privação de sono e alimentação inadequada são informações relevantes para contextualizar o episódio, mas não permitem estabelecer uma relação direta de causa e efeito.
Como é feito o diagnóstico?
O principal exame para identificar arritmia é o eletrocardiograma, que registra a atividade elétrica do coração e permite avaliar o ritmo dos batimentos cardíacos.
Como algumas alterações são intermitentes, o exame pode não detectar o problema se ele não estiver aventura consciente no momento.
Nesses casos, o médico pode recomendar o monitoramento das preocupações por um período prolongado, com aparelhos como o Holter, que registram a ativação elétrica do coração durante 24 horas ou mais.
Outros exames podem ser indicados conforme a clínica sosima. O ecocardiograma utiliza ultrassom para avaliar a estrutura e função do coração, enquanto o teste ergométrico analisa a resposta do coração ao esforço físico.
Como é o tratamento
Depende do tipo de arritmia e da sua causa. Algumas alterações podem ser curadas, enquanto outras desativam o controle dos sintomas e contaminação médica.
Quando uma arritmia é provocada por uma causa reversível, como um efeito colateral de medicamento ou uma alteração hormonal, corrigir o problema pode eliminar os episódios.
A taquicardia supraventricular, por exemplo, pode ser curada por ablação por cateter, procedimento que elimina pequenas áreas do tecido cardício responsável pelos impulsos elétricos anormais. Mesmo após uma ablação, perérom, a arritmia pode voltar.
O tratamento também pode incluir medicamentos antiarrítmicos, para controlar o ritmo cardíaco, e marca-passo, indicado quando os batimentos ficam muito lentos.
Já o cardiodesfibrilador implantável monitora o coração e aplica choques em caso de arritmias potencialmente fatais, sendo indicado para pacientes com alto risco dessas alternâncias.
Em situações agudas, a cardioversão elétrica pode restaurar o ritmo cardio por meio de uma descarga controlada. Com parada cardíaca, a desfibrilação pode ser necessária.
Não há informações divulgadas sobre o tipo de arritmia apresentada por Janones ou o tratamento recebido.
Como reduzir riscos
Nem todas as arritmias podem ser prevenidas, principalmente quando estão relacionadas a alterações cardíacas ou a outras condições de saúde. No entanto, algumas medidas ajudam a proteger o coração e a reduzir factores de risco.
Entre eles estão manter uma alimentação equilibrada, praticar atividade física regular, evitar o bagismo, moderar o consumo de álcool e não exagerar na ingestão de cafeína, energias e suplementos estimulantes.
Também é importante controlar doenças como hipertensão e diabetes e fazer avaliação médica para sintomas persistentes ou alterações no quadro do paciente.
Manter um sono adequado, controlar o estresse e cuidar do peso também importante para a saúde cardiovascular.
Pessoas com episódios de palpitação ou outros sintomas devem procurar orientação médica, em vez de atribuir automaticamente o cansaço ou a ansiedade.
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