TRETA PESADA 1
Vários vereadores – em especial os de direita – compareceram a uma manifestação estudantil na semana passada na Praça da República. O objetivo deles era questioná-los sobre a greve que ocorre na USP. Porém, alguns deles – mascarados – tentaram agredir os parlamentares.
TRETA PESADA 2
As maiores vítimas dos agressores foram Adrilles Jorge e Rubinho Nunes, ambos do União. Adrilles quase chegou a ser atingido por socos e chutes. Pior sorte teve Rubinho que foi envolto por uma horda e acabou sendo atingido com um soco que quebrou seu nariz.
TRETA PESADA 3
A pancadaria deu a tônica de muitas falas na Câmara no começo da semana. Um dos envolvidos, Adrilles Jorge (União) classificou os estudantes de “criminosos”, “linchadores” e “terroristas”. Também questionou se estudantes fazem greve e desceu a lenha na cobertura da mídia.
TRETA PESADA 4
Com a experiência de ser docente da USP, Janaína Paschoal (PP) também não se furtou ao comentar a greve dos estudantes. Para a vereadora, quem é “tomador” do serviço, no caso os alunos, não tem direito à greve, a qual classificou de “estranha” por não envolver professores e funcionários.
COISA ESTRANHA
A mesma Janaína declarou ter ficado chocada ao saber de um participante da tal greve que eles queriam ter o direito a uma remuneração. Outro ponto interessante foi abordar o prejuízo que a paralisação trouxe aos professores (como ela) e aos verdadeiros estudantes que podem perder meses de estudo.
MAIS TRETA
Não bastasse as brigas de terça, na quarta (13), a temperatura subiu ainda mais. Depois de muita confusão e horas de debates, foi aprovado o reajuste dos servidores em 2° turno.
RINGUE
Não foi só a greve da USP. Quem acompanhou a sessão de terça (12) foi testemunha de muitas brigas sobre vários temas. Além do próprio Adrilles, quem fez questão de usar os microfones para brigar foram Silvia da Bancada Feminista (PSOL) e Luna Zarattini (PT), pela esquerda, e Sargento Nantes (PP), pela direita.
DUPLA SINTONIA
Aliás, tanto Silvia quanto Luna foram à tribuna para falar do caso envolvendo a suspensão de um lote da marca de detergente Ypê. Foi uma forma de ironizar o fato de, supostamente, terem apoiado a eleição de Jair Bolsonaro, em 2022. As duas, inclusive, discursaram com um vidro do produto a tiracolo.