Observatório espacial de mais de 12 metros de altura decolou da Flórida neste domingo (30) a bordo de um foguete Falcon Heavy, em uma missão que promete revolucionar a astronomia.
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A NASA lançou, neste domingo (30), o telescópio espacial Nancy Grace Roman, dando início a uma missão ambiciosa para explorar os mistérios do cosmos e ampliar os limites do conhecimento astronômico. O artefato, com mais de 12 metros de altura, decolou da Flórida às 7h26 no horário local (11h26 de Brasília) a bordo de um foguete Falcon Heavy, em uma operação que promete revolucionar a forma como o universo é observado.
Desenvolvido ao longo de mais de uma década e com investimento superior a US$ 4 bilhões, o telescópio foi concebido para capturar imagens de extensas áreas do espaço e fornecer dados que ajudem a decifrar enigmas fundamentais da física moderna. Diferentemente de outros instrumentos, o Roman conta com um campo de visão mais de 100 vezes maior que o do Telescópio Espacial Hubble, lançado em 24 de abril de 1990.
Posicionado a 1,5 milhão de quilômetros da Terra, o observatório poderá enxergar regiões do espaço inalcançáveis para outros instrumentos e oferecerá um registro sem precedentes de exoplanetas e supernovas. O equipamento foi batizado em homenagem a Nancy Grace Roman, pioneira da astronomia americana e conhecida como a “mãe do Hubble”.
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95% do universo sob investigação
O Roman não apenas observará milhares de exoplanetas e dezenas de milhares de supernovas; seus dados também devem ajudar a compreender quão comuns são sistemas solares como o nosso. Dave Content, responsável técnico do telescópio, afirmou que o equipamento produzirá “o maior catálogo de objetos astronômicos já elaborado”.
A matéria escura e a energia escura, que constituem cerca de 95% do universo, estarão no centro das investigações. Acredita-se que a primeira atue como uma “cola gravitacional”, enquanto a segunda impulsiona a expansão do cosmos. Julie McEnery, pesquisadora principal do projeto, destacou a relevância dos novos dados: “Observações recentes apontam que nosso modelo padrão do universo está incorreto”. Segundo ela, o telescópio poderá determinar se os modelos atuais são precisos ou se será necessária uma revisão profunda na concepção da expansão cósmica.
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O telescópio gerará cerca de 1,3 terabyte de dados por dia, um volume que, nas palavras de Content, “significa que basicamente não se podem baixar os dados no computador de ninguém”. O acesso aos dados será aberto tanto para a comunidade científica quanto para o público em geral.
Descobertas inesperadas
Os especialistas preveem que os achados mais relevantes serão inesperados e abrirão novas linhas de pesquisa para futuras missões. Content concluiu: “Espero muito, e dou como certo, que as descobertas científicas mais emocionantes do Roman serão uma surpresa, algo que não podemos prever e que estabelecerá as bases para o próximo conjunto, mais profundo, de perguntas que futuras missões terão que abordar”.
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O Roman operará em conjunto com outros observatórios, como o James Webb e a sonda Euclid, complementando o trabalho de instituições científicas internacionais.