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Mogi aguarda aval do Estado para ampliar leitos de UTI no Luzia

Estudo técnico elaborado aponta aumento da demanda por atendimentos de alta complexidade
A Prefeitura de Mogi das Cruzes segue aguardando uma manifestação do Governo do Estado de São Paulo sobre o pedido de ampliação dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no Hospital das Clínicas Luzia de Pinho Melo.
Protocolada em maio de 2025, a solicitação prevê a criação de 20 leitos de UTI adulto e outros 10 destinados ao atendimento pediátrico, com o objetivo de reforçar a assistência de alta complexidade para Mogi e os municípios do Alto Tietê.
O pedido é sustentado por um estudo técnico elaborado pela Secretaria Municipal de Saúde e Bem-Estar, que identificou crescimento da demanda por internações em estado grave e pressão constante sobre a rede de urgência e emergência.
Os dados utilizados no levantamento revelam que apenas no primeiro quadrimestre de 2025, as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Mogi registraram 217.109 atendimentos. Desse total, 1.007 envolveram pacientes em estado grave que precisavam de suporte intensivo. No mesmo período, 3.509 pessoas permaneceram em observação por quase 13 horas, em média, enquanto aguardavam transferência para hospitais.
O estudo também contabilizou 1.778 solicitações de transferência hospitalar, das quais 683 ocorreram por meio do sistema de “vaga zero”, mecanismo utilizado para garantir atendimento imediato a pacientes críticos quando não há leitos disponíveis.
Mesmo operando acima da capacidade instalada, o Hospital Luzia de Pinho Melo absorveu 58,33% das transferências de toda a região.
A prefeita Mara Bertaiolli (PL) destacou que a Prefeitura tem feito sua parte para fortalecer a saúde pública municipal, mas que a ampliação dos leitos hospitalares estaduais é indispensável para atender à crescente demanda da população. “A saúde sempre será uma prioridade da nossa gestão. Temos investido na Atenção Primária, ampliado serviços, fortalecido as unidades de urgência e emergência e trabalhado para oferecer um atendimento cada vez mais humanizado. Mas a alta complexidade é responsabilidade do Governo do Estado e Mogi precisa dessa ampliação de leitos. Estamos falando de pacientes em estado grave, que precisam de atendimento especializado no momento certo“, afirma.

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