Insatisfação popular, denúncias na saúde e críticas ao governo ampliam a pressão sobre a atual gestão
O prefeito Marcelo Vilares (União Brasil), após as eleições municipais de 2024, quando obteve mais de 86% dos votos válidos, graças ao ex-prefeito Caio Matheus (PSD), que entrou de cabeça para eleger seu parceiro político, não conseguiu emplacar como chefe do Poder Executivo.
Na cidade, a impressão que se tem é que se trata de uma pessoa inexperiente, como se nunca estivesse na vida pública, o que não é verdade, tendo em vista sua participação como secretário, vereador, vice-prefeito e agora prefeito.
A decepção com o nome dele em Bertioga é gigantesca.
De cada dez entrevistas sobre sua administração, oito revelam que ele é um dos piores prefeitos que a cidade já teve.
Muita gente se diz decepcionada e arrependida por ter votado nele.
Na cidade, há aqueles que se dizem preocupados por causa das perseguições do governo.
Vários cidadãos chegaram a apontar o secretário de Governo e Institucional, André dos Reis Sergente como o mentor negativo da gestão Marcelão.
De acordo com relatos que a reportagem coletou nas ruas e bairros de Bertioga, o braço direito do prefeito seria uma pessoa que gosta de perseguir os opositores.
Também revelaram que ele é o cara que tem destruído o mandato do Marcelão que aceita suas opiniões e decisões, tornando muitos setores na municipalidade aterrorizada por causa das ações negativas determinadas pelo secretário de Governo Sergente.
A cidade perece em vários setores, porém, nenhum outro caminha para o abismo de forma impactante como o setor de saúde, que nos últimos dias virou manchetes negativas em vários veículos de comunicação e ainda nas redes sociais.
A secretária municipal de Saúde, Fabiana Paviani se mantém no cargo mesmo diante das investigações que o Ministério Público (MP), apura após denúncias graves sobre sua dupla ou tripla missão de ocupar cargos em outras cidades, mesmo com o dever de ser exclusivo na pasta que ocupa. “Embora exerçam função política, a jurisprudência determina que os secretários municipais têm dedicação exclusiva à pasta. Isso significa que o gestor deve responder por suas atribuições e não pode exercer outras atividades particulares incompatíveis com o serviço público”.
Ela também responde na justiça uma ação popular sobre sua conduta de ocupar cargos em outras cidades, mesmo sendo secretária em Bertioga.
Para piorar o prefeito enfrenta desgaste com a falta de médicos, exames que em muitos casos não são realizados, consultas que demoram cerca de seis meses (para ser generoso), além de falta de atendimentos de serviços de emergências.
A cidade de modo geral está abandonada, o que mais se vê são debates sobre a indústria das multas, perseguições, eventos vazios, desemprego aumentando, turismo enfraquecido, empresários quebrados e muitos funcionários comissionados rindo à toa.
Sobre ouvir a prefeitura, a responsável pelo setor, Juliana Nakagawa teria recebido ordens do secretário de Governo Sergente de que não era para responder nenhuma indagação do Jornal Impresso Brasil (JIB), por isso, os questionamentos não são mais enviados, já que as dezenas de e-mails enviados à comunicação não foram respondidos.