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O ex-diretor da Globo, Marcius Melhem, foi inocentado em mais duas das acusações de assédio sexual em decisão tomada pela Justiça do Rio de Janeiro na tarde desta quarta-feira (25). A informação foi inicialmente divulgada pela revista Veja.
Ainda conforme o veículo, as duas denúncias foram descartadas por prescrição do prazo legal. Inicialmente, o caso envolvia oito supostas vítimas, mas o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) já havia desistido de levar adiante essas acusações no ano passado. Em sua manifestação, o órgão acusador afirmou que “não se observou no processo qualquer constrangimento das supostas vítimas nas relações com o acusado, tampouco abordagens dele com a utilização de superioridade hierárquica objetivando favores sexuais”. Segundo o MPRJ, em alguns episódios, foram as mulheres que teriam iniciado diálogos de intimidade com conotação sexual.
A juíza Juliana Benevides, responsável pelo caso, inicialmente não acatou os argumentos do Ministério Público e marcou as primeiras audiências do julgamento. Em seguida, a defesa de Melhem entrou com um pedido de habeas corpus na segunda instância, solicitando o trancamento da ação penal por ausência de justa causa. O desembargador Paulo Rangel determinou a suspensão das audiências até a decisão da 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro sobre o trancamento ou a retomada do processo.
Na tarde desta quarta, a juíza Juliana Benevides reformulou sua decisão anterior, determinando que apenas um dos três casos seguiria para julgamento. O inquérito, que reúne mais de 2.400 páginas, resultou em agosto de 2023 na denúncia de Melhem por três integrantes do grupo original de supostas vítimas.
Antes de o caso chegar à Justiça, a Rede Globo realizou uma investigação interna, concluindo que não houve comprovação de assédio. As denúncias foram inicialmente tornadas públicas em outubro de 2020 pela advogada Mayra Cotta, que representava as supostas vítimas. À época, Cotta declarou que não havia interesse em judicializar o caso.